domingo, 3 de fevereiro de 2019

Galinholas de Final de Época.

Difíceis, sabidas e andarilhas, são assim as Galinholas em final de época, dominam como ninguém os terrenos que pisam, estão mais atentas e esquivas, andando muito a pé, foi assim que conseguiram sobreviver até aqui aos encontros com cães e caçadores, são por norma pássaros ais desconfiados tornando a tarefa dos cães muito mais difícil, mas ao mesmo tempo, muito mais gratificante, cada lance é uma emoção, cada cobro tem um sabor a vitória, são assim os pássaros de final de época, que tanto gostamos.

Sábado foi com o Don, que domina estes pássaros como nenhum outro, são muitas épocas, é muita experiência acumulado em 9 épocas muito intensas e centenas de Galinholas paradas, esteve em grande evidência, parando vários pássaros, alguns que eu falhai, deu-me ainda um doble de bandeja, mas que eu não aproveitei, e só não deitei mesmo tudo a perder, com uma Galinhola que depois de cair com o tiro, já se ia embora quando o cão a ia cobrar, mas a experiência, ensinou-me a cobrar os pássaros sempre de arma fechada e carregada, e desta vez foi um segundo tiro que não contava que a segurou. Este tipo de lances por norma acaba mal, pois os pássaros vão feridos a voar sem rumo, e acabam morrendo num qualquer canto, sem serem por norma encontrados, e a coisa que menos gosto, é deixar caça ferida ou morta no campo.


Domingo, uma voltinha muito curta com a Naja, muito frio, o terreno com as chuvas durante a semana estava muito capaz, mas expectativas de Galinholas eram poucas, em mente apenas procurar e dar a volta a uma sobrevivente de muito embates, que saia sempre larga sem dar muita paragem aos cães, e a juntar a tudo isto, teimava em sair sempre muito tapada e rente ao mato, foi assim que se protegeu durante vários meses.
Desta vez a história teve um outro final, a Naja parou-a no local habitual, fez uma boa guia, ela saiu como habitualmente rente ao tojo, mas desta vez em distância de tiro, foi abatida e bem cobrada pela cadela.
Pode parecer um lance fácil e banal, mas este tipo de pássaros são extremamente difíceis de abater, e por vezes numa época inteira, dão-nos apenas uma única chance de atirar, foi o que aconteceu, agradeço-lhe pelos momentos que me proporcionou, especialmente este, pois é nestes pássaros difíceis que se define um cão.




domingo, 27 de janeiro de 2019

Quem sabe nunca esquece.


O Don, companheiro de tantas e tantas jornadas, aquele que muitas vezes me salvou jornadas que pareciam condenadas ao fracasso, aquele que me deu pássaros que pareciam perdidos, tem tido esta época, um papel secundário, pois tem ficado no banco, diria que tenho um banco de Luxo, para dar lugar à Naja, foi uma imposição minha, era tão mais fácil fazer a época com ele, era sinónimo de sucesso garantido, e por vezes o que temos garantido é mais forte que o incerto, mas tinha que fazer outro cão, ele já não vai para novo, ou o fazia assim, ou em breve não teria cão para caçar ao nível a que me habituei.

Este sábado foi a prova de que, quem sabe nunca esquece, o Don esteve soberbo, a encontrar Galinholas em locais que eu não ia sequer pisar, longe, a fazer-me lembrar quando ele tinha 4 ou 5 anos, continua o mesmo, galopa com a mesma Paixão, continua impetuoso, encontrador, seguro, apenas lhe falta a resistência de outrora, colmatada com um conhecimento e experiências adquiridos ao fim de muitas épocas de caça e de largas centenas de Galinholas paradas, se eu nesta jornada andei 14.5 Km, imagino quanto é que ele andou, seguramente 4 vezes mais, e sempre a galope, no final já nem força para me trazer a Galinhola ele tinha, mas tem desculpa, pois a idade em algumas situações também é um posto.

No domingo uma voltinha muito curtinha, os terrenos estão secos, a falta de chuva e o vento secaram ainda mais o terreno, o tojo parece arame farpado, as silvas parecem pregos, os cães esgotam muito rapidamente, portanto foi mesmo uma voltinha para sair com a Naja, que esteve ao seu nível, apenas 1 Galinhola que já era conhecida de outra jornada, mas que desta vez trocámos-lhe as voltas e acabou cobrada pela cadela. 






domingo, 20 de janeiro de 2019

Sangue Trialer.

Esta é a última aquisição do Canil da Pedra Mua, Tracy del Zagnis, filha do Campeão internacional de Grande Busca Nitro del Zagnis e da Grace Kelly del Sargiadae, uma Filha do Nolo del Zagnis x Cita del Ciani, ambos Campeões da Europa de Grande Busca com o Ernesto Pezzotta. 
A esta cachorra corre-lhe nas veias um pouco da genética dos mais importantes Setter's de competição dos últimos anos, Nolo del Zagnis, Radentis Nomar, Hectore del Zagnis, Lord del Zagnis, Palaziensis Rambo, Big Jim, Rambo del Zagnis, Rooney del Sargiadae.

Com esta incorporação mantemos os padrões de qualidade dos Setter que criamos, sempre na vanguarda, sempre a melhor genética.


Agradeço ao Amigo Libero Zagni e o Sr. Giuseppe Fontecerdo.

clique na foto para ver o Pedigree

domingo, 13 de janeiro de 2019

Naja, Naja, Naja...

Não sou caçador de Perdizes, apesar de me lembrar de meia dúzia de belas jornadas às Bravas, onde os cães as pararam com mestria. Também não sou caçador de codornizes, nunca fui, conto pelos dedos das mãos as jornadas de codornizes que fiz, e se as fiz, foi para dar ritmo aos cães, nunca fui aos Pombos, e cacei 2 vezes aos Tordos para passar o tempo, num fim de ano em Trás-os-Montes, com a Família mas sem cães.
Não desdenho quem caça a outras espécies, com isto, quero apenas dizer que não sou um caçador polivalente, sou um Caçador de Galinholas, daqueles que vibra com cada lance do cão, daqueles que valoriza cada lance do cão, daqueles sente um misto de alegria e tristeza quando cobra uma Galinhola. Passados todos estes anos, ainda sinto as mãos tremerem em certos lances, em determinados momentos é quase um Nirvana, é em busca destas sensações que saio ao campo, quando o beeper toca desperta em mim um sentimento inexplicável, um misto de emoções, sensações únicas difíceis e explicar por palavras, e enquanto sentir estas emoções, faço questão de sair ao campo, sair com os cães, pois só se vive uma vez. 
A Naja é a responsável pelas emoções esta época, pois tem feito jornadas de sonho, como a de hoje, que esteve à altura de um cão adulto, uma cadela a fazer Galinholas de final de época com esta facilidade, não é normal.
Sempre tive bons cães de Galinholas, recordo-os a todos, mas alguns com mais sentimento, e a Naja, entrou direito para o TOP dos meus melhores cães, e tem apenas 1 ano e meio.


sábado, 29 de dezembro de 2018

Naja, a suspeita do costume.


Uma jornada sem muita história, com pouco para contar, muito e muito calor, terrenos demasiados secos, os locais onde deveria estar um pássaro, estavam desertos de vida, um bando de Perdizes Bravas deu um ar da sua graça, permitindo à Naja desenjoar um pouco do cheiro das Galinholas, se é que um cão de Galinholas alguma vez enjoa aquele aroma.
As horas iam passando, a cadela fazia o papel dela com toda a entrega e Paixão, mas Galinholas nada, já perto do carro, convencido que seria uma jornada para esquecer, a Naja nitidamente cansada, movida mais a paixão do que a razão, ainda teve o discernimento de parar uma Galinhola, abatida ao segundo tiro, cobrada depois pela cadela que assim, salvou mais uma jornada. 

Obrigado Naja!

15 Km percorridos, de Galochas num dia quente e em terrenos duros, benditas meias de descanso da Benisport.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Naja, volta a encantar!


A jornada começava como tantas outras, com longos Km de carro, feitos de noite e sozinho, apenas acompanhado pela musica do Radio e com os meus pensamentos, pensamentos que cada vez menos me atormentam, pois a Naja é já uma certeza, e saio com ela ao campo, com a mesma confiança com que saio com o Don, algo que eu achava difícil, tendo em conta que, a Naja é ainda uma cachorra de pouco mais de 1 ano.
A zona era bastante conhecida, pois fiz lá incontáveis jornadas com o Faruck, aquele lugar é para mim especial, em cada recanto vejo o Faruck parado com uma Galinhola, em cada crença, lembro-me de um lance com ele, pois foram tantas as Galinholas que ele ali me deu com toda a sua mestria, mas desta vez, os terrenos eram pisados pela Naja, uma jovem Setter, que me agarrou o coração, que me faz lembrar o Faruck com a mesma idade, pela sua audácia, pela sua Paixão, e pela forma descomplicada com que encontra e pára Galinholas, neste momento esta jovem cadela, despertou novamente em mim, algo adormecido há muito, a Paixão de sair ao campo com um cachorro, e ver o desenvolvimento a cada jornada, mas a procissão ainda vai no adro, pois a margem de progressão é enorme.
Terrenos molhados pela chuva nocturna, que decidiu dar-me uma trégua assim que eu estacionei o carro, mas que amaciou o terreno duro, e proporcionou uma jornada mais fresca para a cadela.
Hora e meia passada desde o inicio, e a Naja entra em mostra, numa zona mais aberta no centro de um terreno fechado, sirvo a cadela e a Galinhola sai para cima, abatida ao primeiro tiro, e depois muito bem cobrada pela Naja, estava felicíssimo, nesta fase um pássaro, em terrenos daqueles com uma cadela nova, é já de si uma vitória, mas tão bem parada, é ainda mais especial, a manhã estava salva, agora era continuar e ver o que nos reservavam aqueles terrenos.
Passado cerca de uma hora, a Naja volta a fazer tocar o beeper, sirvo a cadela, e a Galinhola sai para cima de mim, abatida de trás para a frente, novamente cobrada. Mais uma manhã de grandes emoções, esperemos que o restante da época, assim continue, e nos permita continuar a desfrutar do campo, e dos cães com a mesma Paixão que nos move há anos.


sábado, 15 de dezembro de 2018

Simplesmente Naja.

Há momentos vividos no campo, atrás das Galinholas que são difíceis de esquecer, outros lembramos recordar, sempre que estamos sós, pois bem, o primeiro lance de hoje da Naja da Pedra Mua, será um desses, que lembrarei para sempre. Uma cachorra com pouco mais de 1 ano, nascida nas minhas mãos, que me retribui agora com mestria, todos o cuidado e o investimento feito nela. 
Uma Galinhola que tinha sido parada momentos antes, mas que não a vi nem ouvi sair, mas percebi ser um pássaro, pela atitude da cadela, que correu como se fosse a um tiro. Pouco depois volta a parar a Galinhola, acerco-me, e passados vários toques do beeper, decido desviar-me de um arbusto que me tirava a visibilidade, caso a Galinhola saísse para aquele lado, sirvo a cadela por trás, e quando me acerco mais dela, vejo a Galinhola no chão, linda, levanta pouco depois e é abatida e cobrada muito rapidamente. Estava eufórico, e quem não fica, quando aposta as fichas todas numa cadela.

Pouco depois um segundo pássaro, muito bem trabalhada pela Naja, a encastelar por entre os pinheiros, e a cair redonda, era a segunda da manhã, não dá para ficar indiferente, a minha expressão diz tudo. Aos poucos apercebo-me da verdadeira qualidade da Naja, imagino o que será esta cadela daqui a 2 épocas, quando já faz pássaros desta maneira, com esta idade.

Nada melhor que uma manhã destas, para testar os novos produtos da Benisport, que demonstraram toda a sua qualidade e conforto, em terrenos muito duros,


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Benisport.

Mais uma grande empresa, que associa a sua imagem à do Canil da Pedra Mua, desta vez a Benisport, uma prestigiada marca de artigos de caça, com produtos de qualidade, que além de recomendarmos, iremos utilizar nas nossas durissímas jornadas de caça.

Ficam alguns dos produtos da Benisport que utilizaremos, bem como um Link da marca, onde poderão ver toda a gama, produtos de grande qualidade, bem desenhados e com materiais modernos e duradouros, indicados para todo o tipo de caça, e em especial a das Galinholas.

Desde já, agradeço à Benisport Espanha, bem como ao importador para Portugal, a Espingardaria Clássica.
 


sábado, 8 de dezembro de 2018

Tem outra magia.

Como sempre, nestas andanças atrás das Belas Damas dos Bosques, a alvorada foi madrugadora, antes mesmo do galo pensar em cantar. Pensado de véspera, dos vários cães disponíveis, levei apenas a Naja, depositava assim toda a minha confiança numa jovem cachorra, estava seguro das suas capacidades, mesmo sabendo que estaria muito calor, mesmo consciente da dureza dos terrenos, muito diferentes dos terrenos Açorianos, onde ela se fez Becadera. Aqui os terrenos são mais duros, muito tojo, silvas, mato mais fechado e uma menor densidade de Galinholas, no entanto, se queremos cães, temos de investir nos mais novos.
De repente, no meio de um terreno enorme, onde nem o vento se ouvia, dou por mim a pensar, em como é especial desfrutámos de uma manhã de caça, com um cadela que ajudámos a nascer, e que escolhemos para nossa companheira de caça, quando nascem em nossa casa tem outra magia.
Os terrenos estavam duros, ásperos, o tojo parecia arame farpado, e o calor não ajudava, mas a Naja começa a habituar-se a esta realidade, percebeu que nestes terrenos também há Galinholas, e depressa se adaptou a caçar nestas condições.
Passado algum tempo, ouço o Beeper tocar, sirvo a cadela sem a ver, guiado apenas pelo beeper, talvez ela estivesse deitada, pois não a via, só o beeper me dava a indicação da sua localização e do que se passava, servi a cadela de frente e, ao acercar-me mais perto do som do beeper, a Galinhola sai, muito perto de mim, 2 tiros, e achei que a tinha errado, mas nestas coisas a experiência e 1 ou 2 bagos podem fazer a diferença para o sucesso, e fizeram mesmo, a Naja parou-a logo à frente, já morta, acabando por cobra-la, quando à primeira vista parecia um lance perdido.
Mais nenhuma se mostrou, mas ficou na memória, um lance e uma manhã fantástica, na companhia daquela que será a minha nova cadela de Galinholas, Naja da Pedra Mua. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Km de emoções.

O Passado fim de semana foi diferente, pois o meu Amigo Mário, tinha vindo dos Açores, passar uns dias comigo, e veio ver como se portavam os 2 cachorros Pedra Mua treinados por si nos Açores. Foi um fim de semana duro, muitos Km de carro, muitos Km nas pernas atrás das Galinholas. No Sábado, com muito calor em terrenos durissímos, apenas 2 levantes, 2 pássaros parados pela Naja mas não atirados, andamos com azar, não temos tido oportunidade de dar o melhor final aos lances da cachorra, que cada vez mais, se está a adaptar melhor aos terrenos continentais, ao tojo difícil, ao sargaço, mas também à menor densidade de Galinholas.  Saí também com o Neruda, apenas 24h depois de uma viagem de avião, sempre stressante para os cães, e ele nem 1 ano tem, mas esteve bem no turno dele, mas sem oportunidades.


Domingo, mais fresco, derivado ao nevoeiro, o terreno era diferente, direito mas com muito tojo, deu para fazer o gosto ao dedo, apenas 2 galinholas vistas, mas desta vez atiradas e cobradas, também o Amigo Henrique fez o gosto ao dedo com o seu Juca da Pedra Mua, que cada vez está mais especialista nas Galinholas.