quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mais Veron!

Novamente a caçar em terrenos conhecidos onde, a forma de pisar o terreno era inevitavelmente diferente, desta vez a escolha recaiu sobre o Veron, o Faruck tinha ido a este local na vez anterior, onde tinha feito uns lances magníficos.
A volta foi a mesma e, à semelhança da vez anterior o Pedro exactamente no mesmo local não iniciou a jornada com um abate, porque errou um pássaro, caso contrário seria uma fotocópia da outra jornada.
Em pouco tempo tínhamos avistado duas Galinholas, uma delas de levante larga aos cães que viria a ser errada pelo nosso acompanhante a fechar a jornada.
No preciso local onde o Faruck fez a paragem junto ao lavrado o Sr. que nos acompanhava erra uma Galinhola que lhe sai aos cães. Parada e trabalhada pelo Veron um pouco mais à frente, que espirra ao sentir-se encurralada pelos cães, era o meu primeiro abate.


Seguia-se uma zona que queria muito ver com outros olhos, já que da última vez tinha feito uma breve e rápida passagem e ainda assim tinha visto um pássaro, rapidamente o Veron fica parado, a Galinhola sai tapadíssima sem dar chance de tiro.
Não tardaria muito que ouvia o beeper cantar, acerco-me do cão e pouco depois, a Galinhola, qual Ícaro voava direita ao sol, fiz um tiro ao sol não ao pássaro já que, com a intensidade luz da manhã não a via, depois, apenas vi algo a cair como que largado do imenso redondo de luz, tinha-a abatido! Rapidamente mando o cão cobrar, assim como eu também ele tinha ficado cego com a luz e não tinha visto a Galinhola sair ou cair, cobra, cobra, mas rapidamente a tínhamos encontrado.

Daqui para a frente apenas mais uma Galinhola, que me saíra, (pensando um pouco) até saiu boa, mas errei-a com 2 tiros, mas galinholas erradas fazem parte de quem anda no campo!
Uma manhã fantástica onde, com um pouco mais de sorte poderia ter feito o cupo, o Veron mais uma vez fantástico a encontrar, trabalhar, parar e cobrar os pássaros, muitas alegrias me tem dado esta época!



domingo, 25 de dezembro de 2011

Gamarras de Natal.

Esta véspera de Natal seria feita em terras de Gamarras, pois rumamos ao sul do país, onde a nossa Bela Dama assume um outro nome, aqui são chamadas de Gamarras. Os terrenos eram duríssimos, estevas velhas, demasiado velhas, tão velhas que caminhar entre elas era um exercício que punha verdadeiramente à prova a nossa convicção como caçadores e amantes desta nobre disciplina, seria preciso sofrer tanto!?
Rapidamente os beepers tocavam, servir o cão era quase impossível e, quando ao fim de demasiado tempo o conseguia-mos alcançar estes saíam a guiar, pois as Galinholas já tinham saído a pés, os cães novamente a guiar por dentro das estevas abertas por baixo, tornavam a para-las e, tudo começava de novo, abrir caminho por entre as estevas para servir novamente o cão, e novamente tudo se repetia, o tempo a alcançar o cão era demasiado e as galinholas já estavam mais à frente, era um ciclo vicioso e andava-mos nisto, até porque os pássaros teimavam em não levantar e meter a cabeça de fora.
Já numa encosta fechada, perto de uma linha de água que era acompanhado no seu percurso por um serrado silvado, o Veron fica parado, o beeper toca, como estava perto de mim consigo chegar-me rápido a ele, uma curta guia e novamente parado, o coberto de arvores era tal que tinha um tecto de arvores, a galinhola arrepia para o ar, tentando sair, um tiro rápido e instintivo deita-a por terra. O Pedro já a frio conta-me que o lance tinha sido lindíssimo visto do outro lado da linha de água onde ele se encontrava, pois tinha visto a galinhola a sair sobre copa das árvores o sol da manhã tinha dado um brilho fantástico às penas, viu-a também cair de asa aberta após o meu disparo. Um cobro algo difícil mas eficaz, o Pedro gritava “agora só de Retroescavadora para a cobrares” mas este lance valera o esforço de uma época! A primeira estava feita, sacada a ferros num terreno duríssimo que nos tirava o chapéu vezes sem conta, que nos atirava ao chão demasiadas vezes e, consciente disso rapidamente percebi que, um abate ali seria algo muito complicado e difícil.
Lances atrás de lances no desenrolar da jornada, era mais do mesmo, quer para mim quer para o Pedro, que a custo tentava servir a cadela sem sucesso.
Numa zona alta do couto o Pedro tem a cadela parada numa pontinha de estevas baixinhas rodeadas de pasto verde, a Duska manda-se para o chão, o Pedro mete-se na frente da cadela com a incerteza que seria uma Perdiz ou uma Galinhola, pois naquela zona era o mais obvio uma Perdiz, mas sai-lhe uma galinhola das costas, estava parada pela cadela a uma distancia que o Pedro não imaginava e, ele julgando que se tinha posicionado com a Galinhola entre ele e a cadela, não percebera que era ele que tinha ficado no meio, um tiro estranho e lá foi ela.
Uns metros mais a cima o Veron pára num bico estreito de estevas eu, consciente das dificuldades, passo pelo cão e coloco-me de frente para ele no outro lado do bico de estevas que não tinha mais de 3 ou 4 metros de largo, para não ser mais do mesmo e, para a Galinhola não ir a pés já que as estevas logo ali alargavam montanha a baixo, atiro uma pedra para o meio da mancha, o Veron ao ouvir a pedra a bater nas estevas, dá dois passos à frente, a Galinhola, pá pá pá pá, a bater asas nas estevas e a sair por cima a tentar encobrir-se mas abatida ao primeiro tiro, um lance de fazer tremer e duas Galinholas abatidas num terreno verdadeiramente duro, pelo coberto, pelo terreno com uma urografia que desafia a gravidade e pelas Galinholas que ali, mandam elas!
Este foi um dia duro, difícil, mas emocionante coroado com dois abates complicados mas que valiam muito, pois estas duas mostravam que, somente malucos e apaixonados por esta caça se expunham a tanta dureza para caçar tão bela ave.



Aqui fica uma amostra do que se passou a jornada toda.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Um dia daquelas.

Mais um dia novas expectativas, um novo local com novas esperanças, a manhã apresentava-se mais fria que o habitual, um nevoeiro gelado tinha-se instalado num belo cenário de montado e estevas altas, a zona prometia, como se diz os olhos também comem, pois bem os meus ficaram saciados, pois o aspecto do couto ao percorrermos os seus caminhos era simplesmente lindíssimo!
Fomos acompanhados por um Sr. Que já conhecia bem a zona, onde nos indicou os locais onde deveríamos caçar, o Pedro rapidamente mata a primeira da manhã, mesmo ao início da mancha. Eu ia olhando para o terreno, vendo se havia algum ponto mais querençudo, mas era tudo muito idêntico.
Uma ou outra Galinhola ia-se levantando ao Pedro que, tinha ficado com o alinhamento dos pássaros. Numa zona aí sim típica de querença, num pico de mato junto de um lavrado o Faruck fica parado mesmo no início da pequena mancha, acerco-me rapidamente do cão, o pássaro controlado pelo cão, saiu para onde eu imaginava, abatida num tiro fácil, um lance lindíssimo do Maestro! Pouco depois o nosso guia levanta outra que não lhe deu tempo de atirar, trabalhada pouco depois pelo Faruck e errada por mim, saindo-me tapada.
Tive ainda um lance bonito do cão, mas a Galinhola sai para cima do companheiro, tive de a deixar rodar mas quando já não havia perigo no tiro já ela estava tapada, ainda atirei mas nada, foi pouco depois abatida pelo nosso guia. Um ou outro lance ainda surgiu mas sempre tapadas e complicadas, no final o Pedro abateu 3 galinholas eu uma e o guia outra, num dia de vários levantes, onde o Faruck voltou a ter um papel fundamental.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Uma mais!

Uma madrugada como tantas outras nestes dias outonais, fria e sem chuva. Tinha em mente o encontro com duas Damas que não consegui meter-lhes a mão, foi com essa perspectiva e expectativa que iniciei a jornada.
Estevas, estevas e mais estevas, à primeira vista o terreno é todo ele igual, para o comum dos caçadores, toda a mancha é igual e poderia estar um pássaro em qualquer lado, mas para quem conhece o comportamento desta ave, sabe que não é assim, o terreno é igual apenas à vista humana, mas para as Galinholas há sempre um canto, um alto, umas árvores que fazem a diferença, mas não, hoje não era dia de reencontros, os dois pássaros levantados dias antes não se encontravam no mesmo local, normal e já esperado, já que galinholas de entrada quando levantadas na maioria das vezes mudam-se, estou convicto que voltarão, pois as duas zonas cheiram a Galinhola, nem cão é necessário de tão bom aspecto têm os dois locais, é esperar.
Andei por todos os cantos conhecidos em busca de um pássaro, apenas perdizes vermelhas e bravas iam dando cor à minha manhã. Era hora de repensar a volta, fui então a uma zona que não tinha caçado, o eucaliptal, curiosamente locais que me dão muito prazer caçar, sempre gostei de andar às Galinholas nos eucaliptais, estevas, sargaço, urze alta e algumas abertas era o cenário que se apresentava, ainda antes de entrar no eucaliptal vejo uma galinhola levantar do pasto na borda da mancha, o Faruck pára instantes antes da galinhola sair, por pouco tempo, pois rapidamente percebeu que já não estava lá, fomos então em busca de um pássaro que pelo comportamento esquivo e por estar fora da mancha no pasto, indicava que era nova na zona e não conhecia o terreno, preferindo levantar do que ludibriar os cães no terreno. Pouco depois vejo-a novamente a levantar antes do Faruck ficar parado em vão, seguiu-se uma demanda de mais de meia hora até conseguir dar a volta a este pássaro esquivo. O Faruck incansável como sempre lá deu novamente com uma pequena emanação que, bem trabalhada começou a tomar forma, rapidamente pegou no rasto até eu perceber que aquele pássaro iria levantar, assim foi levantou a uns bons 30 metros do cão, já no limite do eucaliptal, um tiro rápido e a leve sensação de a ter abatido, mando o cão cobrar com a esperança de que iria estar na encosta que delimitava o eucaliptal, cobra Faruck, cobra, cobra, ele tentava mas o corpo ainda quente daquele pássaro não estava ali, um vazio, um forte vazio apoderava-se de mim, pois aquele maravilhoso e infindável lance merecia melhor desfecho. Decido descer a encosta e subir para o restinho de eucaliptal que estava do outro lado do vale, uns 200 metros mais à frente o cão dá um toque com a cauda, eu li o movimento e percebi que ela estava para ali, fica parado e olhando para a frente do cão vejo a galinhola morta de peito para o céu, o faruck cobra-a de imediato, quem procura sempre encontra, um lance longo terminara com um cobro também ele longo e difícil, mas no final o sabor do sucesso era intenso, a adrenalina estava em níveis elevadíssimos e eu e o Faruck notoriamente felizes por tão belo desfecho.





domingo, 27 de novembro de 2011

Veron e a sua primeira desta época.

A Primeira da época do Veron, magnificamente trabalhada, uma galinhola parada num esteval velho onde não me conseguia chegar ao cão quando o beeper tocava, por duas vezes que se ouve o beeper tocar sem que eu sequer me chegasse perto, depois um trabalho magnifico do cão que parou novamente a galinhola numa zona de arvoredo mais alto onde aí ela seguramente levantava, pois era aí que se podia encobrir, assim foi, um tiro, um cobro e um lance que fica gravado não só em video, mas também na minha memória.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

As Primeiras da época!!!

Em dia de Greve finalmente tombaram as primeiras da época, a custo pois com cães novos é complicado não haver galinholas no ar sem querermos, um pequeno mas valoroso Setter de 5 meses teve hoje os seus primeiros encontros com tão belas Damas, mas não sem bailar com elas a um ritmo que desconhece, pois não domina a pista, o que dificultou fortemente o trabalho dos cães mais velhos, que estando parados com pássaros o pequeno Setter lá ia ingenuamente meter as Galinholas no ar antes de nós caçadores nos ajeitarmos, mas este processo faz parte do ensino e crescimento de um cão de Galinholas.

A primeira que vi, saiu numa cova onde nem deu para atirar, levantada depois mais algumas vezes, foi o Faruck a para-la no cimo de uma barreira, estava no meio de uns pinheiros mansos, saiu-me "estranha", boa diga-se, errei-a e o Frederico também, foi abatida bem mais à frente com 2 tiros simultâneos de mim e do companheiro, talvez ao 6 ou 7 levante e após ter dado um salto de peixe novamente ao cachorro, quando eu pensava que tinha levantado novamente, aí estava a primeira da época.




Após a emoção do primeiro abate o cão pára-me numa ponta de estavas, beeper a tocar, ao correr para o Faruck o cachorro vai atrás de mim, coisa que não ajuda, o cão não mexeu até eu chegar mas assim que chego ao Faruck sai no rasto pois ela nitidamente ia a pés, mas foi o cachorro que a levantou o lance foi completado e o segundo abate deu-se, cobrada novamente pela Tuga.
Pouco mais à frente outra que sai tapadíssima, apenas a vi de relance, não a encontrámos mais.
Numa outra zona de bom aspecto digo ao Frederico, olha vamos matar aqui um pássaro, isto tem um aspecto brutal, e dito isto está o Faruck parado, tudo muito rápido, o pássaro sai tapado e é errada, outra que não encontrámos mais.
Para inicio de época foi uma manhã de caça fantástica com um grande Amigo!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Falta pouco!

As primeiras chuvas fizeram tombar as mais teimosas folhas da minha figueira que, agora quase a nu, dá-me o pronuncio do início de época, de uma época de Galinholas que hoje se inicia. Embora seja a partir de hoje possível abater galinholas, antes de dia 15 é pouco provável que tire do armeiro a minha velha “becadera” a justaposta que sempre me acompanha.
A lenha já ocupa o seu lugar nas traseiras, esperando aquele frio que aquece o mais apaixonado becadero, estranho dizer-se que o frio aquece, mas é esse frio intenso e cortante que todos nós caçadores de Galinholas ansiamos, é esse o frio vindo de outras paragens que trás consigo aquela ave de bico comprido que nos fomenta a imaginação nos restantes 9 meses do ano.
Tenho tudo preparado com o companheiro Pedro, desde cedo que tratámos do locais para caçar, do equipamento, e essencialmente dos cães, companheiros de jornada que nos dão a hipótese de termos aqueles lances inesquecíveis.
Nada foi deixado ao acaso, o Pedro tem uma nova cadela, uma Setter que tenho a forte convicção que lhe dará muitos pássaros, felina, rápida, lindíssima no terreno, uma aposta necessária para o elevado número de jornadas que se avizinham.
Quanto a mim, equipa que ganha não se mexe, esta frase é velha e conhecida, mas espelha a realidade, pelo que, eu continuo com o Faruck e o Veron, com a certeza de não haver pássaros no ar antes da minha chegada, de saber que, onde elas estiverem, eles encontram-nas e, de ter segurança que pássaro abatido é pássaro cobrado, certezas e seguranças estas que são a prazo, pois os cães não são eternos, infelizmente, pois alguns deveriam. Consciente disso, preparo com calma o futuro, com um novo cachorro filho do Faruck, com a dose certa de sorte, trabalho e perseverança estou certo que terei um bom cão de Galinholas, pois qualquer dos 2 cachorros demonstram muitas apetências e habilidades naturais herdadas quer do pai quer dos avós, uma linhagem de grandes campeões, é desta forma que se prepara o futuro, para que cão não falte!
Este frio que já se sente aguça-nos as memorias, remexe-nos a imaginação, remete-nos para outro estado, faz-nos pensar e repensar estratégias, ponderar com a devida antecedência as voltas, a forma como naquela mancha vamos entrar, como vamos abordar aquele terreno onde outras vezes saímos vencidos, como vamos dividir os terrenos pelos cães, tantos e tantos outros aspectos que apenas esta caça nos permite realizar.
Não sei o que esperar desta época, nem sequer quero projectar, apenas aguardar com uma falsa calma que não tenho, ou com a negação dessa expectativa, que a época chegue rapidamente, o primeiro levante, é esse o momento, é por isso que vale a pena aguardar, é por isso que preparamos afincadamente a época, os cães, e nós próprios pois bem, falta pouco, apenas peço ventos favoráveis e uma época sem acidentes, o resto, bem o resto serei eu os cães e elas a ditar o destino.

Uma boa época a todos!

sábado, 15 de outubro de 2011

Apostando na continuidade.

Estes foram os dois exemplares escolhidos da última ninhada do Faruck para dar continuidade à sua genética, apostamos nestes exemplares para assegurar no futuro a qualidade dos exemplares que criamos.


Gaudi de ASB com 2 meses e meio, na sua primeira experiência com a pena.


Gandhi de ASB com 2 meses e meio, na sua primeira experiência com a pena.
EM VENDA


sexta-feira, 29 de julho de 2011

FARUCK x BULA DE GARCILLEJA já nasceram.


O Futuro Começa Aqui!


Nasceram hoje dia 29 de Julho uma ninhada numerosa de 12 cachorros mas aparentemente equilibrada, a Bulla encontra-se bem assim como os cachorros, esperemos agora que ela consiga dar conta de tantos cachorros, pois seria uma pena se morrer algum destes cachorros, já que as espectativas são elevadíssimas.

Esta era uma monta esperada há muito, pretendo com ela dar continuidade à excelente linhagem do Faruck, escolhi uma fêmea de excelente morfologia e que transportasse consigo um historial e uma carga genética proveniente dos melhores Pointers da actualidade a nível Europeu.
Bula de Garcilleja (Vencedora da Monográfica do Pointer Clube Ispano), é uma cadela importada de Espanha, filha do famoso Trup del Sol de Navelina, Pointer macho seleccionado várias vezes para os Campeonatos do Mundo, também ele, um cão morfologicamente muito bom e grande reprodutor.
Seguramente que este cruzamento será mais uma boa aposta, daqui nascerão Pointers de grande qualidade e equilíbrio capazes de fazer as delicias do mais exigente caçador.
Principais Origens da Ninhada: L'aouro - Buveurs D'air - La Cotance - Rue Fleurie - Sol de Navelina - Del Vento.

Entregues com LOP, AFIXO e vacinas, Aceitam-se Reservas.


 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ninhada Veron X Bunshee, primeiras fotos.


Estas são as primeiras fotos da ninhada de Setters Ingleses nascidos no dia de ontem, 6 machos e 2 fêmeas num total de 8 cachorros todos vivos e de boa saúde, uma ninhada muito homogénea com cachorros de bom tamanho. Esperamos que daqui saiam grandes cães de caça e especialmente grandes especialistas nas Galinholas como os seus pais.

domingo, 29 de maio de 2011

Finalmente disponível a vacina contra a Leishmaniose.

A primeira vacina preventiva da leishmaniose canina, que pode ser fatal está disponível para aplicação desde terça-feira dia 24 de Maio, com este importante passo, seguramente que estamos todos mais tranquilos com a saúde e bem-estar dos nossos companheiros de caça.

          Esquema de vacinação com CaniLeish® :
Vacinação Primária:
Iniciar a vacinação em cães a partir dos 4 meses de idade, saudáveis e soronegativos para Leishmaniose Visceral Canina. O protocolo completo deve ser feito com 3 (três) doses, respeitando um intervalo de 21 dias entre cada dose (aplicação).
Revacinação Anual:
A revacinação deve ser feita 1 ano após a primeira dose, sendo repetida anualmente com 1 (uma) dose de CaniLeish® para manter a resposta imune.
Considerações:
•A vacina é apenas para cães saudáveis e soronegativos para Leishmaniose Visceral Canina.
•É obrigatória a realização de exame sorológico prévio, para detecção de cães previamente infectados.
•Por não terem sido conduzidos estudos da aplicação da vacina em fêmeas prenhes, não se recomenda a vacinação nesses animais.
mais informações em:

http://www.virbac.pt/p-virbacptpubpt/display.aspx?srv=p-virbacpt&typ=pub&lang=pt&cmd=view&style=styles/page2.xsl&select=PAGE[@ID%24eq%24PAGE_93]

sábado, 28 de maio de 2011

Próxima ninhada. FARUCK x BULA DE GARCILLEJA


Esta era uma monta esperada há muito, pretendo com ela dar continuidade à excelente linhagem do Faruck, escolhi uma fêmea de excelente morfologia e que transportasse consigo um historial e uma carga genética proveniente dos melhores Pointers da actualidade a nível Europeu.
Bula de Garcilleja (Vencedora da Monográfica do Pointer Clube Ispano), é uma cadela importada de Espanha, filha do famoso Trup del Sol de Navelina, Pointer macho seleccionado várias vezes para os Campeonatos do Mundo, também ele, um cão morfologicamente muito bom e grande reprodutor.
Seguramente que este cruzamento será mais uma boa aposta, daqui nascerão Pointers de grande qualidade e equilíbrio capazes de fazer as delicias do mais exigente caçador.

Principais Origens da Ninhada: L'aouro - Buveurs D'air - La Cotance - Rue Fleurie - Sol de Navelina - Del Vento.
Ninhada a Nascer no inicio de Agosto, Aceitam-se Reservas.
Bula de Garcilleja










Trup del Sol de Navelina





Sena de Akelarre

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Próxima ninhada. VERON x BUNSHEE


Ainda a época das Galinholas ia no inicio já esta monta estava programada, pois quer eu quer o Pedro (proprietário da Fêmea) tínhamos a certeza que o resultado seria algo muito bom, visto serem 2 exemplares morfologicamente muito bons, de carácter muito forte, cães de grande andamento mas ligados à espingarda, de muito nariz e excelentes cobradores, o resultado será seguramente uma ninhada de cachorros de enorme qualidade e com todas as características que mais gostamos em Setters para as Galinholas.


Nome: Bunshee (Bruna de Valle de Eneriz)

Raça: Setter Inglês

Cor: Branco&Preto

Origens: Filha de Gistredo Curro e da Mara de Argillo, conta na sua genealogia com exemplares dos canis de: Radentis, La Mazorra, Bayara, etc.

História: A Bunshee nome de família da Bruna de Valle de Eneriz, é uma cadela com cerca de 2 anos, importada de Espanha com 7 meses, fez esta a sua segunda época de Galinholas, com lances muitos bons, é uma cadela de grande andamento, intuitiva no terreno, ligada à espingarda e uma cobradora nata que neste campo não dá a mínima hipótese a qualquer cão que a acompanhe.
 
Nome: Veron (Byron)
............. (TAN)
Raça: Setter Inglês

Cor: Tricolor

Origens: Filho de um exemplar de grande qualidade e reconhecido no nosso país, com origens de Lecho de La Foret, Del Zagnis, etc...

História: Exemplar de grande carácter, treinado e apresentado em competição, e com grandes qualidades técnicas para a caça das Galinholas, um exemplar que caça em qualquer terreno com uma Paixão e dedicação muito invulgares, foi uma aquesição de peso para reforçar a equipa para da época de 2010/11.

Aceitam-se Reservas. pointerdapedramua@hotmail.com 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tempo de Balanço.

Finda mais uma época de Galinholas é tempo de retrospectiva e balanço.

Foi uma época atípica, diferente para muitos caçadores de Galinholas, os pássaros entraram tardiamente, fazendo até querer a muitos incluindo a mim mesmo que seria uma época fraca, das mais fracas dos últimos anos, zonas de excelência reduzidas a meia dúzia de Galinholas, as entradas típicas do final de Novembro a não acontecerem, Novembro foi aliás um mês para esquecer, sem entradas, sem levantes e sem abates para a maioria dos Becaderos onde me incluo, tendo os primeiros levantes acontecido já no mês do natal.
Alguns locais bem escolhidos iam compondo a época, ia somando pássaro a pássaro, apenas meia dúzia de dias com um numero significativo de levantes e que permitiram fazer o cupo das três.
Vários amigos caçadores quer portugueses quer espanhóis relatavam o que eu também me apercebera, que as galinholas eram praticamente todas velhas, o que tornava as coisas mais difíceis, mas ao mesmo tempo mais apetecíveis e emocionantes, era uma época para cães a sério e com experiencia, caçadores e cães inexperientes teriam uma grande dificuldade em compor a época, os pássaros eram demasiado complicados, galinholas andarilhas, demasiado andarilhas, que ao mínimo erro dos cães ou caçadores estavam no ar sem dar chance de nos acercarmos e atirarmos, agora uma coisa é certa, quem tinha bons cães desfrutou desta época como dificilmente desfrutou antes.
No que me toca, estou nitidamente satisfeito, apesar das contrariedades do próprio pássaro e da sua tardia migração, tive uma época fabulosa e inesquecível, os momentos foram inolvidáveis, com levantes em todas as jornadas do primeiro ao último dia, com abates em quase todas as jornadas e com momentos com os cães que jamais esquecerei.

O Faruck não acrescentou nada de novo ao curriculum, dele não esperava menos, a sua enormíssima experiencia permitiu-me numa época complicada, ter momentos fantásticos, de conseguir abater pássaros rotulados como impossíveis, é um cão que faz os lances dificeis parecerem banais, a sua mestria nesta disciplina e em momentos preponderantes da época, transformaram esta época que eu à partida dara como condenada, como aquela onde mais e maior prazer tirei. Recordo uma Galinhola complicadíssima numa chapada de estevas, com uma assiduidade irrepreensível do primeiro ao último dia da época, onde o cão a parou por incontáveis ocasiões, creio que já se tratavam por tu, ela conhecedora dos seus terrenos não me deixava acercar a tempo dos disparos, errei-a por inumeras vezes, um dia, o cão parou-a por três vezes eu, bem, eu sem vergonha aqui me confesso que a errei nas três ocasiões, 6 disparos errados, bem errados, contabilizei 11 disparos a esta Galinhola sem lhe tocar com um sequer bago, tiro-lhe em vénia o meu chapéu agradecendo-lhe os momentos de prazer que me proporcionou, pois também se retira prazer de um pássaro não abatido. Que deus a guie ao seu longínquo local de nidificação e que no próximo ano ela retorne e me dê mais destes infindáveis momentos de prazer. Paragens brutais, guias inesquecíveis por entre estevas altas, cobros fantásticos a pássaros julgados já perdidos, um todo o terreno que me ajudou a compor a época de uma forma magnífica, aguardo agora que ele me ajude no defeso, pois é tempo de me deixar descendência, pois já tenho uma monta agendada para ele, de forma a ficar com um filho dele que espero com alguma segurança vir a ser um especialista, dedicado caçador e Amigo como é o Pai dele.

O Veron, esta foi a revelação, foi caçando de forma intercalado com o Faruck. Do Veron confesso não saber bem o que esperar, tinha algumas expectativas baseadas no que vi dele no defeso em treino com caça mansa, mas uma coisa são habilidades com caça mansa outro são Galinholas ou Perdizes Bravas. Pois bem, revelou-se um grande cão de Galinholas e de caça em Geral, parou-me de forma magistral e por várias vezes Perdizes bravas, tornando esta difícil espécie num alvo fácil. É um cão mais ligado, centrado na espingarda e fortíssimo no terreno, como lhe chamo, um tractor, onde pisa deixa marca, embora seja em contraste um pezinhos de lã quando tem uma emanação no nariz, aí é muito felino e tipicamente Setter.
Parou-me umas boas Galinholas, algumas delas em zonas de estevas, Estêvão e sargaço, muito bem trabalhadas, foi-me muito útil para poder caçar de forma mais regular e deixar no banco a descansar e a lamber feridas o Faruck, por nenhuma vez o Veron me deixou mal ou a pensar que com o Faruck teria sido diferente, que talvez tivesse encontrado Galinholas, fez o seu papel com enorme dedicação, é meigo, prestável e com grande alegria, tornou-se também num Amigo que tenho e posso contar em qualquer ocasião, que além de eficaz proporciona-me momentos de grande prazer onde quer que o leve. Próximas épocas o esperam, tem uma grande margem de progressão, sabe o que é a caça, sabe perfeitamente o que são Galinholas, já sabe o que é e para que serve o Beeper e, acima de tudo é seguro e com muito nariz, o essencial para se tornar num dos meus melhores cães de Galinholas.

Uma palavra para o Grande Amigo Pedro, que me acompanhou em 90% das jornadas, vivemos juntos grandes momentos, desfrutamos dos lances um do outro, trocámos ideias, experiencias, emoções, molhas e molhas sem fim, pois foi a época mais molhada de todas com dias a fio no campo debaixo de chuva intensa, mas o importante acontecia, estávamos no campo às Galinholas.
Em suma, as coisas não são como começam, são como acabam, esta que prometia ser uma fraca época, mas com muita dedicação, muito empenho, alguma sorte, e cães afinados, acabou por ser uma época exemplar, sem acidentes para caçadores e cães, e guardo para mim com muita nostalgia momentos vividos que jamais esquecerei, das abatidas e especialmente das que errei.

Enquanto uma Galinhola me fizer tremer as pernas, me fizer secar a boca e me fizer sentir o bater do coração na ponta dos dedos que estão cravadas no fuste, sem dúvida que continuarei a sair de madrugada para o campo com um sorriso estampado no rosto, quer faça chuva ou faça sol!




segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dollar da Pedra Mua

Dollar com 2 meses a parar à pena, quem sai aos seus...
Filho do Faruck e da Uva, este cachorro com ano e meio fez a final nacional de St. Huberto tendo obtido a melhor pontuação da sua série.