domingo, 10 de fevereiro de 2019

The End.

Desta forma damos por terminada mais uma época de Galinholas, que superou em muito as expectativas iniciais, uma época que começou com as Galinholas a entrarem muito cedo, a meio de Novembro já haviam abates, com um período relativamente mais calmo pela altura do Natal, inicio do ano, mas que animou novamente com a chuva e frio que se fizeram sentir no final Janeiro.
Esta época apostei as fixas todas numa cachorra nova, Naja da Pedra Mua, foi uma jogada arriscada ter cedido a sua mãe, a Iris, e ter ficado apenas com o Don, apesar de muito experiente, a sua idade já não permite fazer jornadas inteiras e seguidas, assentar a responsabilidade de toda uma época numa cachorra de 1 ano e meio, foi uma jogada de risco que correu muito acima do esperado, pois a Naja esteve soberba, caçando maioritariamente em terrenos duros, muito difíceis, com muito tojo, muito dobrados, adaptando-se de forma surpreendente aos mais diversos cenários com que se deparava, estando sempre muito segura e concentrada de principio ao fim, encontrando e parando em diversas ocasiões um pássaro só no final das jornadas e já muito cansada salvando assim o dia, o que é demonstrativo do seu carater e Paixão, apesar de ter ainda uma enorme margem de progressão é já uma certeza. A Naja teve a responsabilidade de assumir o papel principal e superou todos os desafios, formou comigo uma verdadeira equipa, e o maior voto da minha confiança nesta cadela, foi levá-la a ela, para ir experimentar um couto novo, papel que era até então, assumido impreterivelmente pelos cães mais experientes.
O Don fez uma época ao seu nível, demorando mais tempo que o habitual a chegar ao seu pico de forma, pois a idade não perdoa, mas fez um final de época surpreendente, ao seu nível, com muita classe e Paixão, um Cão que continua em forma e isso muito se deve à alimentação excepcional da Royal Canin e dos suplementos para os tendões e cartilagens da Canina, que nestas idades são fundamentais para a sua recuperação, com estas ajudas tenho conseguido gerir da melhor maneira o seu final de carreira, espero que ainda me dê mais algumas épocas como esta.
Quero acima de tudo agradecer à minha família, pelo apoio incondicional nesta minha Paixão, face às minhas ausências nas férias, feriados e fins de semana, por suportarem sem queixas o meu mau humor nas jornadas que não corriam bem. Ao meu irmão, por partilhar comigo esta Paixão, pelas várias jornadas de campo, e muitos, muitos Km de carro, feitos muito tempo antes do início da época, a preparar os cães, a realizar montas ou a ir buscar a França, Espanha ou Itália exemplares das melhores origens que permitem depois estes resultados como a Naja. Ao Henrique Santos, pela sua Amizade e pela partilha de conhecimentos, fundamentais para obter alguns bons resultados, é sempre o prazer partilhar o terreno com ele. E ao Amigo Mário Reis, pela forma fantástica e profissional como me trabalhou os cães, proporcionando estes resultados.
Agradeço ainda o apoio da Royal Canin, da Canina, da BS Planet, e Benisport, também eles tiveram um papel fundamental nos resultados finais.

Resumindo, uma época fantástica, dura com mais de 300km nas pernas e quase 5.000km de caro, mas que me fez pena terminar, com lances lindíssimos para mais tarde recordar, uma segurança chamada Don, uma revelação chamada Naja, e a partilha de Grandes momentos com Bons Amigos, para o ano há mais, certamente com estes e outros protagonistas de 4 patas, que estão prestes a emergir à equipa principal.
Às Galinholas sobreviventes, desejo que tenham um bom regresso e que tenham uma boa temporada de reprodução, cá as esperamos novamente em Novembro, até lá temos muito trabalho pela frente.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Desculpa Don!!!

Hoje aconteceu de tudo, dos muitos pássaros parados pelo Don, aos meus falhanços inimagináveis, só prova que nada é garantido, até mesmo, ou diria melhor, principalmente aquelas que assim que levantam já as vemos no colete, de tão fáceis que saem.
O Don hoje esteve magnifico, dando-me 2 penaltis de bandeja que eu fiz o favor de desperdiçar e outra mais difícil que também errei, hoje foi daqueles dias em que cacei muito e não matei nada, pois caçar não é só sinonimo de morte, fiz 18.5 Km, bati muito terreno num dia quente, tive 5 pássaros bem trabalhados pelo cão, e não fui capaz de cobrar nenhum, mas a caça também é isto, nem sempre é como queremos, nem sempre é tão linear como possa parecer, mas acima de tudo diverti-me muito.
Às Galinholas de hoje que já não teremos oportunidade de ajustar contas, desejo-lhes um bom regresso a casa, e obrigado pelas emoções que me proporcionaram.

ficam alguns dos lances desta manhã, desculpem a linguagem, mas é a descarga da adrenalina e das frustrações do momento.


domingo, 3 de fevereiro de 2019

Galinholas de Final de Época.

Difíceis, sabidas e andarilhas, são assim as Galinholas em final de época, dominam como ninguém os terrenos que pisam, estão mais atentas e esquivas, andando muito a pé, foi assim que conseguiram sobreviver até aqui aos encontros com cães e caçadores, são por norma pássaros ais desconfiados tornando a tarefa dos cães muito mais difícil, mas ao mesmo tempo, muito mais gratificante, cada lance é uma emoção, cada cobro tem um sabor a vitória, são assim os pássaros de final de época, que tanto gostamos.

Sábado foi com o Don, que domina estes pássaros como nenhum outro, são muitas épocas, é muita experiência acumulado em 9 épocas muito intensas e centenas de Galinholas paradas, esteve em grande evidência, parando vários pássaros, alguns que eu falhai, deu-me ainda um doble de bandeja, mas que eu não aproveitei, e só não deitei mesmo tudo a perder, com uma Galinhola que depois de cair com o tiro, já se ia embora quando o cão a ia cobrar, mas a experiência, ensinou-me a cobrar os pássaros sempre de arma fechada e carregada, e desta vez foi um segundo tiro que não contava que a segurou. Este tipo de lances por norma acaba mal, pois os pássaros vão feridos a voar sem rumo, e acabam morrendo num qualquer canto, sem serem por norma encontrados, e a coisa que menos gosto, é deixar caça ferida ou morta no campo.


Domingo, uma voltinha muito curta com a Naja, muito frio, o terreno com as chuvas durante a semana estava muito capaz, mas expectativas de Galinholas eram poucas, em mente apenas procurar e dar a volta a uma sobrevivente de muito embates, que saia sempre larga sem dar muita paragem aos cães, e a juntar a tudo isto, teimava em sair sempre muito tapada e rente ao mato, foi assim que se protegeu durante vários meses.
Desta vez a história teve um outro final, a Naja parou-a no local habitual, fez uma boa guia, ela saiu como habitualmente rente ao tojo, mas desta vez em distância de tiro, foi abatida e bem cobrada pela cadela.
Pode parecer um lance fácil e banal, mas este tipo de pássaros são extremamente difíceis de abater, e por vezes numa época inteira, dão-nos apenas uma única chance de atirar, foi o que aconteceu, agradeço-lhe pelos momentos que me proporcionou, especialmente este, pois é nestes pássaros difíceis que se define um cão.




domingo, 27 de janeiro de 2019

Quem sabe nunca esquece.


O Don, companheiro de tantas e tantas jornadas, aquele que muitas vezes me salvou jornadas que pareciam condenadas ao fracasso, aquele que me deu pássaros que pareciam perdidos, tem tido esta época, um papel secundário, pois tem ficado no banco, diria que tenho um banco de Luxo, para dar lugar à Naja, foi uma imposição minha, era tão mais fácil fazer a época com ele, era sinónimo de sucesso garantido, e por vezes o que temos garantido é mais forte que o incerto, mas tinha que fazer outro cão, ele já não vai para novo, ou o fazia assim, ou em breve não teria cão para caçar ao nível a que me habituei.

Este sábado foi a prova de que, quem sabe nunca esquece, o Don esteve soberbo, a encontrar Galinholas em locais que eu não ia sequer pisar, longe, a fazer-me lembrar quando ele tinha 4 ou 5 anos, continua o mesmo, galopa com a mesma Paixão, continua impetuoso, encontrador, seguro, apenas lhe falta a resistência de outrora, colmatada com um conhecimento e experiências adquiridos ao fim de muitas épocas de caça e de largas centenas de Galinholas paradas, se eu nesta jornada andei 14.5 Km, imagino quanto é que ele andou, seguramente 4 vezes mais, e sempre a galope, no final já nem força para me trazer a Galinhola ele tinha, mas tem desculpa, pois a idade em algumas situações também é um posto.

No domingo uma voltinha muito curtinha, os terrenos estão secos, a falta de chuva e o vento secaram ainda mais o terreno, o tojo parece arame farpado, as silvas parecem pregos, os cães esgotam muito rapidamente, portanto foi mesmo uma voltinha para sair com a Naja, que esteve ao seu nível, apenas 1 Galinhola que já era conhecida de outra jornada, mas que desta vez trocámos-lhe as voltas e acabou cobrada pela cadela. 






domingo, 20 de janeiro de 2019

Sangue Trialer.

Esta é a última aquisição do Canil da Pedra Mua, Anastasia del Zagnis, filha do Campeão internacional de Grande Busca Nitro del Zagnis e da Grace Kelly del Sargiadae, uma Filha do Nolo del Zagnis x Cita del Ciani, ambos Campeões da Europa de Grande Busca com o Ernesto Pezzotta. 
A esta cachorra corre-lhe nas veias um pouco da genética dos mais importantes Setter's de competição dos últimos anos, Nolo del Zagnis, Radentis Nomar, Hectore del Zagnis, Lord del Zagnis, Palaziensis Rambo, Big Jim, Rambo del Zagnis, Rooney del Sargiadae.

Com esta incorporação mantemos os padrões de qualidade dos Setter que criamos, sempre na vanguarda, sempre a melhor genética.


Agradeço ao Amigo Libero Zagni e o Sr. Giuseppe Fontecerdo.

clique na foto para ver o Pedigree

domingo, 13 de janeiro de 2019

Naja, Naja, Naja...

Não sou caçador de Perdizes, apesar de me lembrar de meia dúzia de belas jornadas às Bravas, onde os cães as pararam com mestria. Também não sou caçador de codornizes, nunca fui, conto pelos dedos das mãos as jornadas de codornizes que fiz, e se as fiz, foi para dar ritmo aos cães, nunca fui aos Pombos, e cacei 2 vezes aos Tordos para passar o tempo, num fim de ano em Trás-os-Montes, com a Família mas sem cães.
Não desdenho quem caça a outras espécies, com isto, quero apenas dizer que não sou um caçador polivalente, sou um Caçador de Galinholas, daqueles que vibra com cada lance do cão, daqueles que valoriza cada lance do cão, daqueles sente um misto de alegria e tristeza quando cobra uma Galinhola. Passados todos estes anos, ainda sinto as mãos tremerem em certos lances, em determinados momentos é quase um Nirvana, é em busca destas sensações que saio ao campo, quando o beeper toca desperta em mim um sentimento inexplicável, um misto de emoções, sensações únicas difíceis e explicar por palavras, e enquanto sentir estas emoções, faço questão de sair ao campo, sair com os cães, pois só se vive uma vez. 
A Naja é a responsável pelas emoções esta época, pois tem feito jornadas de sonho, como a de hoje, que esteve à altura de um cão adulto, uma cadela a fazer Galinholas de final de época com esta facilidade, não é normal.
Sempre tive bons cães de Galinholas, recordo-os a todos, mas alguns com mais sentimento, e a Naja, entrou direito para o TOP dos meus melhores cães, e tem apenas 1 ano e meio.


domingo, 6 de janeiro de 2019

Dia de Reis.

Em dia de Reis, nada melhor que ter os pequenos Pedra Mua cá fora, com saúde e lindíssimos.
Esperamos que corra tudo bem, e que cresçam com saúde, pois a genética está lá, não é nova para nós e poderemos dizer, que daqui não falham.

Ernesto del Zagnis x Rosi de la Solariega

 Clique na foto para ver o Pedigree
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sábado, 29 de dezembro de 2018

Naja, a suspeita do costume.


Uma jornada sem muita história, com pouco para contar, muito e muito calor, terrenos demasiados secos, os locais onde deveria estar um pássaro, estavam desertos de vida, um bando de Perdizes Bravas deu um ar da sua graça, permitindo à Naja desenjoar um pouco do cheiro das Galinholas, se é que um cão de Galinholas alguma vez enjoa aquele aroma.
As horas iam passando, a cadela fazia o papel dela com toda a entrega e Paixão, mas Galinholas nada, já perto do carro, convencido que seria uma jornada para esquecer, a Naja nitidamente cansada, movida mais a paixão do que a razão, ainda teve o discernimento de parar uma Galinhola, abatida ao segundo tiro, cobrada depois pela cadela que assim, salvou mais uma jornada. 

Obrigado Naja!

15 Km percorridos, de Galochas num dia quente e em terrenos duros, benditas meias de descanso da Benisport.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Naja, volta a encantar!


A jornada começava como tantas outras, com longos Km de carro, feitos de noite e sozinho, apenas acompanhado pela musica do Radio e com os meus pensamentos, pensamentos que cada vez menos me atormentam, pois a Naja é já uma certeza, e saio com ela ao campo, com a mesma confiança com que saio com o Don, algo que eu achava difícil, tendo em conta que, a Naja é ainda uma cachorra de pouco mais de 1 ano.
A zona era bastante conhecida, pois fiz lá incontáveis jornadas com o Faruck, aquele lugar é para mim especial, em cada recanto vejo o Faruck parado com uma Galinhola, em cada crença, lembro-me de um lance com ele, pois foram tantas as Galinholas que ele ali me deu com toda a sua mestria, mas desta vez, os terrenos eram pisados pela Naja, uma jovem Setter, que me agarrou o coração, que me faz lembrar o Faruck com a mesma idade, pela sua audácia, pela sua Paixão, e pela forma descomplicada com que encontra e pára Galinholas, neste momento esta jovem cadela, despertou novamente em mim, algo adormecido há muito, a Paixão de sair ao campo com um cachorro, e ver o desenvolvimento a cada jornada, mas a procissão ainda vai no adro, pois a margem de progressão é enorme.
Terrenos molhados pela chuva nocturna, que decidiu dar-me uma trégua assim que eu estacionei o carro, mas que amaciou o terreno duro, e proporcionou uma jornada mais fresca para a cadela.
Hora e meia passada desde o inicio, e a Naja entra em mostra, numa zona mais aberta no centro de um terreno fechado, sirvo a cadela e a Galinhola sai para cima, abatida ao primeiro tiro, e depois muito bem cobrada pela Naja, estava felicíssimo, nesta fase um pássaro, em terrenos daqueles com uma cadela nova, é já de si uma vitória, mas tão bem parada, é ainda mais especial, a manhã estava salva, agora era continuar e ver o que nos reservavam aqueles terrenos.
Passado cerca de uma hora, a Naja volta a fazer tocar o beeper, sirvo a cadela, e a Galinhola sai para cima de mim, abatida de trás para a frente, novamente cobrada. Mais uma manhã de grandes emoções, esperemos que o restante da época, assim continue, e nos permita continuar a desfrutar do campo, e dos cães com a mesma Paixão que nos move há anos.