sábado, 16 de janeiro de 2021

Manhã de Treinos.

Hoje dedicámos a manhã a treinar a equipa, tínhamos vários cães para mexer, Don VV, Poker da Pedra Mua, Tracy del Zagnis, Qapone da Pedra Mua, Joost do Rio Paraná e a Naja da Pedra Mua, eram vários cães para sair, pelo que decidi sair com alguns em parelha e a estrela da companhia, a Naja, acabou mesmo por ficar no banco.

Foi uma manhã engraçada e bem aproveitada, qualquer tempinho para os mais novos saírem para o campo, é de extrema importância e reflete-se no futuro.

O Don proporcionou-nos um lance muito bonito com uma Galinhola, muito bem parada e que nos deixou fazer um belo filme.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Um recital da Naja da Pedra Mua

O frio não era tanto como o que se fez sentir durante toda a semana, hoje teria de inventar, pois não tinha nenhum local que levasse já em mente para caçar, acabei por me decidir à última hora, sem saber se veria alguma Galinhola.

Começámos por uma zona de crença, sem sucesso, o que não era bom auguro, mas longe de mim ou da Naja desistir, continuámos mancha após mancha, até que vi a primeira Galinhola a sair na extrema do couto, longe de mim e ainda mais da cadela, pouco depois a Naja dá com ela, saindo novamente sem me dar hipótese de tiro, novamente a Naja volta a dar com ela numa zona bonita mas fechada, desta vez a sair-me tapada, voltámos ao local onde me tinha saído a primeira vez e ela volta a fazer o mesmo, sai sem que a cadela se aperceba ou sequer estivesse perto, a coisa não estava fácil, a Naja volta a dar com ela novamente perto onde já a tinha parado, um longo período de guias e mostras, a zona demasiado fechada não ajudava, a Galinhola não queria levantar, até que levanta na borda do caminho, tapada por uma mato alto, dou um passo ao lado e vejo a direção para que tinha ido, depressa a Naja faz outra vez tocar o beeper, e desta vez deu-ma de bandeja, dois tiros mal dados, mas largou muitas penas no primeiro tiro, seguiu-se um cobro demorado e complicado, viva tinha andado muito à pata, mas a Naja deu com ela, já não voava, esta tinha sido soada, felizmente correu pelo melhor, são assim estas Galinholas nesta altura, a Naja a dar um verdadeiro recital de bem caçar às Galinholas, deu com esta Galinhola vezes sem conta, fez um trabalho irrepreensível.


Esta pandemia e as medidas de não se poder circular entre concelhos tem-nos limitado a realização de algumas jornadas no couto onde caçamos aos sábados e que fica num outro concelho, desta forma temos caçado bastante menos que em outras épocas, apesar disso, temo-nos divertido com os cães e isso é o mais importante, com um novo confinamento geral iminente, temo que esta tenha sido a ultima Galinhola da época.





domingo, 27 de dezembro de 2020

Obrigado Don!

Don, a caminho dos teus 13 anos, já não fazes uma jornada completa, já não galopas com a velocidade que galopavas, inevitavelmente tens menos oportunidades, mas ainda assim a tua experiência e Paixão superam tudo isso e nunca me deixas ficar mal.

A última jornada foi exemplo disso mesmo, um primeiro lance de extrema beleza, todo no chão como é típico em ti, sabia que estavas com um pássaro naquela ladeira, a Galinhola a encastelar a uma velocidade que mais parecia que tinha sido lançada de uma caixa lançadora, a encastelar e bem errada ao primeiro tiro mas bem tapada com o cano ao segundo, a cair redonda para um cobro fácil, um lance que merecia ser filmado, que pena neste momento estar sem máquina.

A segunda Galinhola num cabeço, bem parada, mas a sair na dobra do cabeço sem hipótese de tiro, foi pena, mas ainda assim deste o teu melhor no campo e cada lance contigo é um verdadeiro privilégio!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Nos descontos.

Naja da Pedra Mua

Finalmente uma jornada sem chuva, esta é talvez a época mais molhada que tenho nos últimos 5 ou 6 anos, este ano poucas foram as jornadas em que não chovesse.

A jornada era novamente num local muito dobrado, cabeço acima, cabeço abaixo, 9.30h, dou um jeito nas costas, senti uma pontada forte e uma dor grande, que iria piorar depois de arrefecer já na viagem para casa, conduzir tantos km não foi nada agradável.

A jornada resumiu-se a 4 pássaros atirados, de 5 ou 6 vistos em zonas muito difíceis e fechadas, algumas onde assumo que evito lá meter a cadela, com medo dos javalis. Da minha parte já dava a jornada como perdida, quase 1 da tarde, nenhuma abatida em 5 horas de caça, mas de repente a Naja inventa uma Galinhola a 100 metros do carro, ficando em mostra virada para mim, numa zona muito bonita, sirvo a cadela e não sai nada, a Naja estava com ela no nariz, conheço-a tão bem, imóvel começa apenas a rodar a cabeça para trás, toda torcida a indicar-me onde estava o pássaro e de repente, pá, pá, pá, aí vai ela, abatida com um tiro fácil, de repente do nada a Naja salva a jornada, é assim a caça, só acaba no fim, o segredo é insistir e acreditar até ao fim, esta foi já nos descontos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Com muito rigor.

Já por várias vezes referi aqui que gosto muito de caçar em terrenos novos, desprovido de vícios, alentado de ilusões, movido pelos sentidos e pela paixão. É nesta altura que mais se despertam os sentidos, que são postos á prova os nossos conhecimentos sobre esta caça, temos de ser mais rigorosos, atentos a tudo, persistentes e acima de tudo determinados. Ontem foi assim, terreno todo ele quase igual, de uma beleza enorme, estranhava não ver uma Galinhola, pensava para comigo, "Terreno certo no sitio errado!", e tentava alocar aqueles terrenos a outas zonas do país e contabilizar quantas Galinholas ali viria, fiz o que sabia, o que pensava ser correto, o que aprendi com outros e com a minha própria experiencia, mudar de biótopo mesmo que pouca diferença fizesse e mesmo que fosse mesmo ali ao lado e acima de tudo mesmo que a mim não me desse a sensação que melhoraria, isto das Galinholas é assim, elas é que escolhem, elas é que mandam!

E foi assim que a Naja pára a primeira Galinhola, numa zona como tantas outras que já tinha pisado, sairia larga e errada apenas com um tiro, sendo novamente parada pela cadela, nuns pinheirinhos, mas só a ouvi sair, nem a vi. 

Passado algum tempo a Naja novamente em mostra, numa zona de muito tojo e pinheiros pequenos, a Galinhola sai limpinha, 2 tiros e fiquei incrédulo como não caiu, uns 200 metros em linha reta, a Naja novamente em mostra, o beeper não se calava, o pássaro não saía, dou a volta ao tojo numa zona até despida de mato, coloco-me de frente para a cadela, e reparo que encostado ao tojo a uns 5 metros da cadela, estava a Galinhola morta, um cobro fruto da experiencia, da qualidade da cadela e claro, com alguma sorte à mistura.

Pena a Câmara de filmar ter avariado, tinha feito uns bons filmes, a ver se o problema se resolve rápido, e voltamos aos filmes.



quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Passei por ela.

Há vários anos que não caçava neste couto, a convite de um Amigo lá fui eu fazer vários Km durante a noite, as espectativas eram boas, das vezes que lá cacei tinha sempre cobrado Galinholas.

Os terrenos são magníficos, pois os olhos também comem, começámos numas chapadas de montado com estevas, mas curiosamente a Galinhola cobrada encontrava-se numa zona limpa, sóbria apenas com 2 matinhos que foram o suficiente para ele se esconder e me deixar passar, enquanto isso a Naja mantinha-se imóvel em mostra, estranhei não sair o pássaro, a cadela não enganava, tinha uma Galinhola no nariz, mas rapidamente ouço nas minhas costas o típico pá, pá, pá… do bater de asas, tinha passado por ela quase que a devo ter pisado, imóvel levantou apenas quando me viu as costas, um bom tiro e mais um magnifico lance da Naja, que continua imparável.



terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Naja a verdadeira protagonista.

Os terrenos primeiro pisados são lindíssimos, os olhos também comem, como se costuma dizer, pinheirinhos, tojo, sargaço e mato-branco compõem um biótopo formidável, apostava que ali iria ver um pássaro, mas não, foi em terrenos duros, demasiado fechados com demasiado tojo que a Naja foi parar uma Galinhola, sirvo a cadela e a Galinhola sai-me desenquadrada e errei-a, mas passados cerca de 100 metros a Naja volta a para-la mas desta vez dá-ma de bandeja, facilmente abatida ao primeiro disparo, com um cobro descomplicado, e foi assim que me redimi, depois de um trabalho fantástico da cadela.



segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Direita ao Sol.

Um Cão, um caçador e uma Galinhola bem parada, haverá algo mais puro que isto? Não creio!

Esta foi uma manhã dura para mim e para a Naja, começa a ganhar forma física, o tempo fresco e a chuva também dão o seu contributo, se eu contabilizei 17 km percorridos, imagino quantos fez a Naja, que faz as jornadas todas a galope e com uma grande amplitude, mas diria eu que faz 4 ou mais vezes a distância que eu faço.

A manhã começou com o céu nublado com abertas, mas longe de anunciar chuva, que chegou em grande força já por volta do meio-dia.

Há mais de 10 anos que a maior zona de crença deste couto, metia sempre muitas galinholas nas entradas, era mágico, não falhava, passados 10 anos, o mato cresceu, o biótopo deixou de ser chamativo, mas ainda assim, num cantinho, o único mais despido, elas ainda sentem um chamamento quase magnético, decidi em boa hora arriscar, e lá estava uma, no único local possível, bem trabalhada e bem parada pela cadela, que ma entregou de bandeja, a Galinhola saiu direita ao Sol, deixando-me completamente encadeado, outrora teria atirado às cegas, também já fui afortunado assim, mas a experiência fez-me segurar o dedo, por momentos senti o lance como perdido, mas ela rodou, o meu swing foi perfeito e abati-a ao primeiro tiro cobrada depois pela Naja, estava feliz, estes lances dão-nos alento, força para continuar, para sair da casa rumo ao incerto, movidos por uma Paixão que se alimenta de lances como este.

Recordo a noite em branco no parto da Iris, da Naja me nascer nas mãos, de noite após noite me levantar para ver como estavam, e como todo esse esforço e dedicação fazem agora sentido.

Obrigado Naja da Pedra Mua!




sábado, 21 de novembro de 2020

Entre Vírus e confinamentos, existe o Joost.

Entre vírus e confinamentos, lá saímos às galinholas, sem pensar em máscaras, em álcool-gel, sem a preocupação do distanciamento social, com muito campo para andar e muito ar puro para respirar e nada melhor que o gostinho especial da primeira da época, desta vez teve ainda um sabor mais especial, foi com um Cão novo, que além da Galinhola, nos brindou com um verdadeiro espetáculo nas perdizes, a sua grande especialidade, Indiscritível 3 lances magníficos com Perdizes que nos encheu as medidas.

Não sei como será a época a partir de agora, não sei se vêm pássaros, se vêm mais restrições, se vai piorar ou melhorar, mas uma coisa é certa, o gostinho da primeira já ninguém mo tira, assim como a certeza de que tenho um exemplar de sonho nas mãos, e que me irá seguramente dar muitas e muitas alegrias como aconteceu hoje, obrigado Joost.




segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Don bem acompanhado!

Mais que um Grande Atleta, o Don é um Amigo, um companheiro de longas jornadas, vamos agora entrar na 10 época de Galinholas juntos, muitos lances, muitas e muitas jornadas sozinhos no campo, muitos Km lado a lado, muitas alegrias, mas não me quero agarrar a memórias de tudo o que passámos no campo, pelo menos para já.

Mas dar continuidade a mais uma época de um cão com quase 13 anos, requer outra atenção e cuidados, para isso conto com o apoio e aconselhamento da Royal Canin, que tem ajudado e muito numa alimentação adequada do Don, mas também do apoio especializado da Canina, que nestes últimos anos tem sido vital, no que toca aos Suplementos Naturais que o Don tem tomado, tudo isto e uma boa gestão que tenho feito com ele, permitem com esta idade ainda conte com ele, como um membro activo da minha equipa.



Este ano, o Don está novamente a tomar o Canina Velox, para reforço do Sistema Músculo-Esquelético, melhoria da resistência e desempenho através dos ácidos gordos ómega naturais, que contribuem de forma muito importante para o metabolismo geral e das articulações em particular.



Aliado ao Canina Velox, está ainda a tomar Condroprotetores, CANHYDROX GAG, Indicado para fortalecer os Tecidos Conjuntivos, Cartilagem, Articulações, Ossos, Ligamentos e Tendões, importantíssimo para um Cão, que tem quase 13 anos, mas a sua cabeça ainda quer galopar como se tivesse 3 anos.

Uma alimentação cuidada, os suplementos certos, indicados por quem entende da matéria, uma gestão correta da carreira, e espero contar com ele, mais uma época, e cada Galinhola cobrada por ele, é uma vitória para toda esta equipa de profissionais que nos têm ajudado ao longo destes últimos anos.

Obrigado a Todos!