domingo, 12 de janeiro de 2020

Parece fácil.

Visualizando apenas as imagens, pode até parecer fácil, mas longe disso, é pura ilusão, esta jornada por exemplo, durou 4 horas e meia, com temperaturas a rondar os -2ºC logo pela manhã, e não passando dos 7º ou 8ºC, o terreno está seco, o tojo duro, parece arame farpado, e os 17,5 km percorridos não estão espelhados no filme, nem tão pouco a dedicação e a entrega da cadela, para fazer uma jornada destas sempre a galope, mantendo a concentração sempre a um nível elevado, que permite encontrar e bloquear uma Galinhola numa zona fechada, sem vento e já na segunda metade da jornada.
Tenho um orgulho enorme nos meus cães, no que fazem e no que me dão, mas também tenho orgulho pela forma como caço às Galinholas, a forma mais pura e difícil, sozinho só com um cão, um jogo de equipa, onde confiamos um no outro, aqui não há galinholas com todas as saídas possíveis bloqueadas, seja por vários cães, seja por várias espingardas onde um pássaro que levanta é um pássaro morto, alguns chegam a levar fogo de 3 armas em simultâneo. Caço de forma solitária, a equipa tem de estar afinada e a funcionar bem, o cão tem de ser encontrador e seguro, o caçador, tem de ter a habilidade de o saber conduzir e de se saber colocar, abatem-se menos pássaros, mas cada um deles tem um sabor autentico, existe forma mais pura de caçar respeitando as Galinholas? Eu não conheço!



    

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Naja faz a diferença!

Há muito que tenho esta convicção, que os bons cães de Galinholas, veem-se nos dias de poucos pássaros, foi isso mesmo que aconteceu nesta jornada com a Naja, a mostrar-se determinante no sucesso da mesma.
Não é fácil uma cadela manter-se concentrada numa jornada de 5 horas, em terrenos duríssimos, onde tudo o que existe naqueles terrenos são apenas Galinholas, 5 horas de busca incessável a galope, no meio de tojo em terrenos fechados, onde não sopra uma brisa, só por si já é desgastante e complicado o suficiente mas, se somarmos a isto, a falta de Galinholas, torna tudo mais difícil, uma cadela ter a calma e discernimento para cansada, trabalhar uma Galinhola, depois de várias horas sem ver nada, não está ao alcance de qualquer Cão.
A Naja fez-me várias mostras e guias, sempre sem vermos o pássaro a sair, no entanto pela atitude da cadela, sabia que só poderia ser uma Galinholas, muito difícil e andarilha, que a Naja confirmava depois com uma mostra espectacular, num terreno ainda mais fechado, dando-ma de bandeja, e tornando uma jornada dura e desgastante, numa jornada inesquecível, provando que, quem procura, encontra, os Grandes Cães, “inventam” Galinholas e fazem a diferença!  


sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Noticias dos mais novos.

Aos poucos as fotos e os filmes dos cachorros Pedra Mua mais novos vão chegando, assim os sucessivos telefonemas a relatar os lances e feitos dos cachorros, bem como os agradecimentos pela qualidade dos exemplares, agora que começam a dar os primeiros passos nas lides cinegéticas, são neste momento, grande motivo de orgulho para quem caça com eles.

Felizmente todos eles, estão em mãos de Amigos, que lhes dão os melhores cuidados, e têm pelos seus exemplares Pedra Mua, verdadeiro orgulho e Paixão, eu como criador, fico contente não só com o desempenho dos cachorros, mas acima de tudo pelo feedback, assim como, pela forma como tratam os seus companheiros.


Playboy da Pedra Mua (Portugal) e Paganni da Pedra Mua (Espanha)
com as primeiras Galinholas (12 meses)

 

Uma belíssima Pointer Neta do Faruck, e  Nora e Nestor da Pedra Mua (2 anos)
2 verdadeiras Máquinas de encontrar Galinholas.

Persa da Pedra Mua 12 semanas

Pepper da Pedra Mua 12 semanas

Panzer da Pedra Mua 12 semanas

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Adeus 2019

Não tenho por hábito caçar às Perdizes, muito menos em altura de Galinholas, tampouco caçando em linha, no entanto o convite surgiu de um grande Amigo, e não podia fazer a desfeita.
A viagem começava cedo, pois a distância não era pequena e tínhamos combinado o encontro cedo, no caminho o insólito, algo incomum, apesar de ter visto muitas galinholas a passar na hora do lusco-fusco, naqueles 5 minutos mágicos, nos muitos Km realizados de noite nas viagens para a caça, esta situação é única e talvez não se repita, pois avistei 6 Galinholas juntas a passar voando pela autoestrada, 3 já tinha visto, mas 6 é algo novo, que me deixou maravilhado, e deu outro ânimo e tema de conversa para o resto da viagem.
O couto no coração do Alentejo é lindíssimo, terreno dobrado com montado de sobreiros e muitas estevas, e livre de caça mansa, onde uns bons bandos de Perdizes Bravas, as verdadeiras Rainhas Lusas, ditam as regras.
Confesso que as expectativas que levava comigo não eram risonhas, sei que não é fácil Caçar Perdizes Bravas, e mais difícil se torna quando não conhecemos os terrenos, aumentando a dificuldade quando levamos uma cadela nova, que nunca caçou às Perdizes, mas a aposta recaia na Naja.
Aposta esta que se revelou a mais acertada, pois a Naja esteve bastante bem, parando codornizes, que nesta altura estão no meio das estevas, e quando saem fazem-nos tremer o coração, e segurar o gatilho à ultima da hora, e parou 2 bandos de Perdizes, na primeira vez, uma guia magnifica, cheia de intenção e autoridade, saíram monte a baixo, acabando por errar a que atirei, na segunda vez já perto dos carros e ao cair do pano, parou um bando de cerca de 12 Perdizes, onde uma delas saiu para trás, abatida ao primeiro tiro, mandei cobrar e tudo de repente fazia sentido, a jornada, o esforço e sobretudo a aposta numa cadela tão novinha, que fez com as Perdizes Bravas, aquilo que muitos cães velhos não fazem, aquilo que muitos caçadores consideram impossível, os cães pararem as Perdizes Bravas a tiro.

Assim fechei o ano de 2019, apenas com uma perdiz, pode até parecer presunção, mas pelo lance que foi, tem um valor incalculável e esta vale mais do que 10 das de farinha, Obrigado Naja!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Mais perto do Céu

Terrenos duros, muito dobrados mas com muita beleza, onde as Galinholas se apresentaram e permitiram lances muito bonitos dos cães.
Codornizes ao pares em terrenos de Galinholas, iam-nos enganando a nós pois os cães sabiam bem o que tinham pela frente, fica um lance bonito do Don, com Perdizes Bravas, em que eu não consigo servir o cão, pois fiquei preso pelo pescoço nas estevas, e o companheiro acabou por errar. 
Fica o lance da ultima Galinhola, abatida ao segundo levante, bem trabalhada pelo meu velhinho, que ainda sabe como se dá volta a estes pássaros manhosos e andarilhos.
Uma Jornada espectacular, em terrenos duros mas lindíssimos e na companhia de um Grande Amigo, aquele que me ensinou a ter ética e educação na caça e no campo.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Icone da Pedra Mua, no Campeonato da Europa.

No passado fim de semana, 14 e 15 de Dezembro, disputou-se em Trikala na Grécia, o Campeonato Europeu, Setter Inglês de Galinholas, é com um enorme orgulho que vimos um exemplar do nosso Afixo, Icone da Pedra Mua, representar Portugal ao mais alto nível.
Lamentavelmente o Icone não teve a estrelinha da sorte do seu lado, apesar dos juízes considerarem que pela qualidade do seu percurso, merecia ser revisto, mas a falta de Galinholas no terreno, não permitiu obter um resultado à sua altura, que era bem merecido, para terminar o ano em grande, pois o Icone da Pedra Mua, venceu em diversas disciplinas, das Galinholas em Espanha, considerado o melhor Exemplar em Aralar, vencendo cá, em Caça Prática, e também vencendo em Beleza, como o melhor exemplar.
Aos poucos, com muita Paixão, dedicação e muita carolice, de alguns criadores e proprietários, começamos a mostrar, que também cá em Portugal, sabemos criar, treinar e apresentar cães ao mais alto nível.
Parabéns ao Icone da Pedra Mua, e ao seu Proprietário, Sr. Ricardo Freitas, pelo excelente trabalho que tem feito com este magnifico exemplar.

   

domingo, 8 de dezembro de 2019

Naja, a saga continua.

A caça às Galinholas vista pela perspectiva de quem não as caça, pode ser enganadora, as fotos e os filmes captam apenas pequenos momentos do final de um lance, mas não captam os momentos duros vividos no campo, não captam a elevada média de Km percorridos por caçador e cão em terrenos difíceis e quase sempre muito duros, em busca de uma ave, que por vezes só é encontrada no final da jornada, já ao cair do pano, outras vezes nem sequer é avistada, mas a Paixão a cada passo, a cada jornada, é exactamente a mesma, a convicção de virmos a ter um encontro, um lance, tem de estar presente nos nossos pensamentos, desde que saímos, até que chegamos ao carro.
Os vídeos mostram apenas momentos fugazes de jornadas duras, e de forma alguma, uma jornada se pode resumir ao momento da mostra do cão a uma galinhola, mas na realidade é este o momento que nos faz sair ao campo, para procurar viver um momento que por mais parecido que seja, é sempre singular, não há palavras para descrever a descarga de adrenalina sentida a cada lance, isso não se explica por palavras, nem por filmes, isso vive-se!

Ficam os pequenos momentos de hoje com a Naja da Pedra Mua, uma cumplicidade cada vez maior, de uma cadela que me apaixona mais, dia após dia.



domingo, 1 de dezembro de 2019

Sábado Louco!!!

Um sábado de loucos, primeiro uma Galinhola que fez 10 levantes até ser abatida, foi parada por vários cães, desde o Don, que a parou a primeira vez, e eu não tinha cartuchos na arma, pois tinha parado para lhe dar água, e os cartuchos caíram sem eu me aperceber, até outra situação com o mesmo pássaro, onde saiu perto, bem parada também pelo Don, e eu tinha a arma travada, foi depois parada pela Lys e pela Naja também, sempre aos saltos, a dar-nos a volta, a sair sem me deixar chegar para servir os cães, isto mais parecia uma Galinhola de final de época. 
No meio desta azafama com esta Galinhola e outras, vários lances dos cães a pararem Javalis enormes, felizmente sem nenhum acidente, mas os lances foram muitos mesmo, deixando-nos com o coração na boca.
Resumindo, 2 Galinholas abatidas, em terrenos de porcos, aguenta coração.


quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Começou com emoção.

Começámos a época de forma calma, a dar ritmo aos cães, sem pressas nem stresses, desfrutando de cada lance como se fosse o ultimo, a Naja foi a protagonista destas 2 primeiras jornadas, proporcionando-nos lances muito bonitos, alguns com pássaros difíceis, mostrando que está a entrar no ritmo, assim como nós, vamos lance a lance, que a época ainda agora começou, há muito terreno para pisar em busca da magnifica Dama dos Bosques.