sábado, 28 de janeiro de 2023

Uma manhã duríssima!

A convite de um Amigo, fui caçar num Couto na zona da barragem de Montargil, terrenos duros, muito dobrados, cabeços e vales com muita humidade, terrenos típicos de Galinholas, mas apenas para quem gosta. 

Pela manhã muito frio, de luvas e pela primeira vez esta época, de forro polar, nas poças a água estava em vidro, mas pela manhã a dentro, tirei as luvas e o polar, naqueles terrenos depressa aquecemos.

Um vale muito bonito, a primeira mostra da Naja, numa zona despida, sai uma Galinhola que erro escandalosamente, foi vale a cima passando a estrada, fomos no encalço dela, a Naja para-a novamente no vale do outro lado do caminho, numa bolsa de mato alto, um tiro fácil e um pássaro cobrado.

Depois de muito andarmos, a Naja para uma outra Galinhola numa encosta, servi bem a cadela mas a galinhola saiu mais á frente do que eu esperava, 2 tiros largos e não lhe toco, ainda a vimos uma outra vez mas depois perdemos o rasto deste pássaro.

No final de quase 19km em terrenos duríssimos, um belo almoço de porco na brasa! Um abrigado a este Amigo pelo convite! 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Mais uma manhã daquelas.

A jornada começava fria, algo novo esta época, cacei uma hora de luvas mas depressa o tempo aqueceu. Sabia onde estava uma Galinhola, a Naja mal chega á zona fica em mostra, faz uma longa guia mas desfaz, já nos tinha dado a volta como sempre, mas uns 100 metros abaixo, a cadela fica parada nuns eucaliptos sem mato, achei estranho, uma zona tão atípica e despida e não servi logo a cadela, saindo a Galinhola fácil mas fora de tiro. A Naja volta então a pará-la não muito depois, longe de mim, mas o terreno com muita água, estevas e paus caídos, molhados e muito escorregadios, dificultavam a chegada rápida á cadela, servi então a cadela, o pássaro sai e tapa-se logo com as estevas, atirei sem saber se tinha acertado, ainda mandei cobrar mas nada. Depois procurámos o pássaro novamente, virámos tudo, até que a Naja a para novamente nuns eucaliptos com muito mato a uns 50 metros de onde a tinha errado anteriormente, dou a volta e sirvo a cadela de frente, a Galinhola sai a encastelar, abatida ao primeiro tiro, num lindíssimo lance, a Naja uma vez mais resolveu os meus erros.
Depois uma cena caricata, o Beeper a tocar, corro para servir a cadela, tropeço e fui cair em cima da Galinhola, que levanta na minha cara, quase que me toca com as asas, ainda no chão fiz 2 tiros sem sucesso. Acabámos por abater este pássaro pouco depois, parada no limite do sujo, com um tiro fácil desta vez.
Era o dia das coisas estranhas, já a chegar ao carro decido ir ver uma zona que não tínhamos passado, ao telefone com um Amigo, digo-lhe, já falamos tenho a cadela parada! Sirvo a cadela, a Galinhola tenta levantar com muito esforço, tive mesmo que a deixar subir para poder atirar, seguramente que estava chumbada de outra batalha com outro caçador, cobrada pela Naja e tinha o cupo, em mais uma manhã de sonho, para mim e para a Naja!

sábado, 21 de janeiro de 2023

Um sentimento agridoce

Hoje a jornada teve um sentimento agridoce, pelo lado doce, a fantástica manhã de caça, onde vi apenas uma Galinhola, com o comportamento típico desta época, a levante muito longe de mim e da cadela, silenciosa e rente ao mato, sempre ao correr da extrema do couto até a perder de vista. Por norma a experiência diz-me que elas não passam os estradões, fiz aquela borda com esperança de a encontrar na extrema do mato, mas nada, depois virei todo o terreno ali á volta, nada do pássaro, voltei para trás por uma zona que tinha ficado por ver, e a Rosi faz tocar o Beeper, e dá-ma de penálti, abatida ao primeiro tiro e cobrada pela cadela, andámos 40 minutos atrás desta Galinhola, mas valeu a pena, um lance bonito!

Depois saí com a Prata, em baixo de forma a recuperar da lesão na pata, não fizemos mais nenhum levante, mas foi um regalo vê-la a parar as perdizes bravas, que não abati, pois ali só caçamos ás Galinholas.

Depois veio a parte amarga, um Couto onde nos divertíamos aos sábados, extremamente bonito, a ser totalmente desmatado, estevas e sargaço todo tirado e o terreno gradado, ficando assim sem condições de receber Galinholas durante uns anos, infelizmente esta é também a sina dos caçadores de Galinholas, verem os bons coutos serem devastados pelos desmates, acabando assim com os ecossistemas naturais para a caça! 

domingo, 8 de janeiro de 2023

Galinholas em Familia.

Mais um Domingo de Galinholas acompanhado pelo meu irmão, desta vez numa zona totalmente desconhecida, onde ambos pisávamos pela primeira vez, mas sinceramente adoro caçar em novos locais, onde tenho de me guiar apenas pelo meu instinto e experiencia e pelo conhecimento das cadelas, onde nenhum local ou pássaro me chama, onde desconheço as crenças, onde tudo é novo e desafiante.

A Naja seguramente teve parada 2 vezes com pássaros, que já lá não estavam quando a servi, é a sina desta época, pássaros andarilhos e esquivos. Mas pouco depois, uma mostra numa zona bonita, um verdadeiro penalti, a Galinhola "entalada" entre mim e a cadela, estava a não mais de 2 metros de cada um de nós, saiu boa e abatida ao primeiro tiro, facilmente cobrada pela Naja.

Ainda tive mais um pássaro, errado e depois levantado por mim sem querer, na borda de um caminho, mas como a Naja estava longe totalmente fora do lance, não atirei, mas também não dei mais com ela.

O meu irmão e a Ria também andaram embrulhados com uma Galinhola andarilha, depois ouço um tiro, e ele tinha abatido uma já com a Noche, empatando assim a jornada.


sábado, 7 de janeiro de 2023

Rosi de volta!

Saio de casa de madrugada, uma Lua luminosa e redonda acompanha-me quase o caminho todo, a mesma musica de sempre que saio para a caça toca em MP3, acercam-me pensamentos, terá havido mexidas, os 3 dias de vento Leste terão mexido os pássaros? Pois o Couto não tinha nada! 

Pelo caminho sempre o mesmo aos sábados esta época, vou apreciando os campos, e reparando o quão desordenado está o nosso mundo rural, á direita pasto alto com esta chuva e calor cresceu mais que o normal para esta altura, quando secar no verão, vamos ter muitos incêndios! Á esquerda restolhos de milho e pivôs que aguardam semeadas e tempo seco para voltarem ao activo, passo também por eucaliptais e a nova moda agrícola, amendoais intensivos. Km a Km vou cruzando aldeias, numa delas o cheiro a pão quente entra á força pelo carro, isso diz-nos que estamos perto, corto para a estrada do Couto, a barragem está como nunca a vi, a água quase beija o caminho, dois patos reais dão-me os bons dias voando sobre aquela massa de água imensa, o caminho não está fácil com tanta água e lama, mas a minha companheira de aventuras a Kangoo 4x4, não me deixa ficar mal, e com cautelas la chegamos ao destino.

Tinha na carrinha a Naja e a Rosi, já recuperada do corte na pata e na lesão muscular que a fez parar várias semanas, pois foi com ela que sai, sinceramente sem a convicção de ir ver uma Galinhola, pois este ano o couto está fraco, abati algumas mas não entraram mais, e da última vez que lá fui não vimos nada.

A Rosi esteve muito bem, fisicamente não está ao seu melhor nível pois esteve parada muito tempo a anti-inflamatórios, mas deu para fazer o que sabe melhor, parar Galinholas, parou-me uma Galinhola numa zona muito fechada, corri para a servir mas a Galinhola saiu antes de me ajeitar, saiu boa, sem fazer barulho, muito devagar e rente ao mato, pareceu-me que tinha ficado ali perto, mas corremos tudo e nada, nem rasto dela, mais uma das que se evaporam sem serem sequer atiradas. Podia talvez ter feito um tiro, mas em corrida não era adequado, visto ser talvez a única Galinhola do Couto, não sei se fiquei triste ou feliz por não a ter abatido, dar-me-há alento para mais uma jornada.

Uma arma, uma cadela e uma Galinhola, haverá embate mais digno, mais justo? Mesmo sem abater nada, se isto não é caçar, então o que será!?

domingo, 1 de janeiro de 2023

Pura adrenalina!

Primeira jornada da época, foi dura, 15 Km percorridos em 4 horas, sem um único levante, corremos tudo e nada! Já no carro de arma aberta e sem cartuchos à conversa com o meu irmão, a Naja teima em continuar na vida dela, ouvimos o Beeper a tocar muito longe, olho para o GPS, quase 300 metros, apitei várias vezes mas o Beeper teimava em não se calar, o meu irmão diz-me, "vai lá!", corro a servir a cadela enquanto pelo caminho metia cartuchos na arma, paro a meio para perceber se o beeper ainda tocava, e sim, continuava a tocar, chego á cadela estava em mostra mas rapidamente sai a guiar, volta a parar, sirvo-a de frente para cortar o caminho ao pássaro, mas nada, continuava a pés, volta a parar mais á frente, e o pássaro sai para cima dos eucaliptos, abatida ao primeiro tiro e prontamente cobrada pela Naja! Soada mas ai está a primeira de 2023.

Pura adrenalina! Uma oferta da Naja, que sinceramente já não contava, são estes lances que nos fazem apaixonar pela disciplina e pelos bons Cães!

Obrigado Naja, esta foi especial, e jamais esquecerei!

domingo, 18 de dezembro de 2022

Divertimo-nos, é o mais importante!

Hoje a zona era desconhecida, nunca tinha pisado este terreno, muito dobrado, com muitas estevas altas, coberto muito fechado, muito difícil de servir os cães!

Numa zona muito bonita, um planalto com um sargaço rasteio, pensei que ali poderia estar uma Galinhola, e logo de seguida, levanta-se uma sozinha, longe de mim e da cadela, passando por cima dos eucaliptos, lá fomos nós eu e a Rosi em busca desta desconfiada. Ainda andámos no cabeço em frente e nada, depois a descer pelo vale, junto ao caminho, a cadela passa por mim e fica parada aos meus pés, o beeper nem chegou a tocar e o pássaro sai logo, abatida ao primeiro tiro! É assim que elas andam, super desconfiadas.

Depois troquei de cadela, pois a Rosi tinha caçado ontem e os terrenos ali eram duros, fui buscar a Naja, e foi um festival a parar as Perdizes Bravas, erradas por mim, primeiro um bando, que além de saírem direitas ao Sol, hesitei em qual atirar, acabei por não acertar em nenhuma. Voltámos a dar com elas, mas já separadas, um trabalho fantástico da Naja, guias, mostras, guias e mais mostras, sempre com ela no nariz, saiu-me tapada acabando por também a errar!

Depois numa zona de estevas, mais uma vez o beeper a tocar, aí percebi que era uma Galinhola, que também ia a pés, acabando a Naja por bloqueá-la, sendo abatida e facilmente cobrada.

Enfim, uma bela jornada, mas faltou uma Rainha Vermelha, das verdadeiras, seria a cereja no topo do bolo, confesso que fiquei com pena. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Magnifica companhia, e jornada de sonho!

A jornada ainda não tinha começado e já a Naja estava com uma no nariz! Ainda a delinear o percurso com o Bruno, a Naja a 20 metros do carro, fica parada na estrada, apontando para as estevas, desvalorizei, mas a cadela não desmanchava a mostra, fui lá de arma aberta ver o que se passava, sai uma Galinhola! 50 metros a cima já no meio das estevas, a Naja novamente com ela parada, saiu tapada, tive a sensação que lhe tinha dado, o Bruno ainda a viu a voar na direção dos carros, mas acabaria por ser cobrada pela Naja, pois tinha mesmo sido chumbada, 2 minutos e tinha um pássaro! É como marcar um golo no primeiro minuto, dá logo outro alento!

Os terrenos estavam cheios de água, dentro dos eucaliptos os regos pareciam rios, duro de andar, escorregadio, sempre a enterrar as botas, os terrenos fechados não ajudavam a servir a cadela, mas aos poucos a Naja lá ia parando uma aqui outra ali, sempre lances muito bonitos e um cobro fantástico, na segunda Galinhola, num tiro muito largo, um outro pássaro de penálti e um faisão macho bem errado, também parado pela Naja.

No geral foi uma jornada magnifica, onde a cadela esteve ao mais alto nível!

sábado, 10 de dezembro de 2022

Mau tempo mudou tudo!

Hoje a jornada era incerta, podia ser muito boa ou muito má, pois a tempestade dos últimos dias e a trovoada forte por norma faz movimentar as Galinholas, por vezes entram, outras desaparecem do Couto. 

Logo pela manhã, vimos uma passar á frente da carrinha, na hora delas no lusco fusco, seria bom pronuncio, logo se veria.

Os terrenos estão bons, mas sinceramente prefiro anos secos e frios do que anos chuvosos e quentes, mas este ano é o que temos! 

Sabia da localização de 3 pássaros, nenhum lá estava, batemos tudo o que havia a bater, e fui encontrar uma Galinhola numa zona bonita já no final da manhã com a Rosi, foi para safar a jornada, pássaro difícil, nervoso, a sair ao primeiro toque do beeper, sorte estar perto da cadela. 

Bonito e de reter foi o espetáculo da Ria da Pedra Mua deu com as perdizes bravas, a guiá-las e a pará-las completamente a tiro, um espetáculo bonito de se ver, pena não podermos atirar às rainhas, a Ria merecia cobrar uma, mas fico feliz pelo meu irmão que tem feito um trabalho magnífico com a Ria, agora está a colher os frutos!

Um único levante, um único pássaro, e a minha intuição e conhecimentos não me enganaram, o mau tempo fez mudar os pássaros.

sábado, 3 de dezembro de 2022

Um dia memorável.

Se há dias roubados aos sonhos hoje foi um deles, cacei muito e matei pouco! Apenas uma Galinhola cobrada em 4 vistas, mas muitos lances bonitos das cadelas.

A Naja ao inicio levantou duas cervas, lindíssimas, que animal mais belo! Esta manhã parecia uma cadela de Grande Busca a caçar em terrenos de Galinholas, andámos muito até a Naja me parar a primeira Galinhola, muito bem trabalhada, um tiro fácil assim como o cobro. 

Depois disso, no limite do couto, na esquina dos arames, onde já não havia mais terreno para andar, a Naja encontra um pássaro, que eu acabei por errar, estava muito mal colocado, enfim, faz parte.

Troquei então de cadela, saí com a Rosi, que esteve magnifica, parou-me uma Galinhola numa zona fechada, o pássaro saiu bem, dei-lhe com apenas um tiro pensei que fosse cair, pois largou penas que iam caindo lentamente, mas foi-se embora muito alta e para muito longe, passámos aquele terreno a pente fino e nada, infelizmente não demos com ela.

Ficam os lances, partilho alguns momentos que tive a felicidade de conseguir gravar em vídeo.