Dollar com 2 meses a parar à pena, quem sai aos seus...
Filho do Faruck e da Uva, este cachorro com ano e meio fez a final nacional de St. Huberto tendo obtido a melhor pontuação da sua série.
A convite de um Amigo do Pedro fomos caçar num couto associativo, terrenos lindíssimos onde as estevas uniam os sobreiros, terreno dobrado e de bom aspecto. Numa primeira mancha saí com o Veron, apenas um único pássaro que levantou por si só sem sequer o cão perceber, mas que eu consegui vislumbrar, e que infelizmente não demos com ele, de reter para sempre o magnifico trabalho do Veron, com uma sequencia de guias e paragens, a roubar caminho à ave, até que de uma forma plástica a para a tiro numa zona de estevas, infelizmente sai uma Perdiz, genuinamente Brava mas uma perdiz, o bico era curto o suficiente para não ter atirado, fiquei maravilhado com o trabalho do cão, revela-se jornada a jornada, a margem de progressão é enorme, está-se a fazer no Setter que sempre sonhei!
Encontro o Pedro, que parecia desanimado com os seus 2 pássaros, queria mais, mais lances, está a ficar viciado nesta espécie de droga, como um viciado, necessita de mais, mais lances, de sentir mais vezes a adrenalina, digo-lhe então chega-te a mim que o Faruck está possuído, dito isto mais um lance e abato a terceira.
Decidimos mudar de lugar, para terrenos mais conhecidos, os mesmos onde fizemos o fecho da passada época. Saí com o Veron, coitado, novo nas minhas mãos levou uma coça daquelas, chapada a cima em terrenos de estevas e montado com um sargacinho aqui e ali, decoravam a paisagem, o local onde estavam algumas na época passada estava sem nada, o Veron faz a primeira paragem, subtilmente assobio ao Pedro para que percebesse o que se passava, o bepper toca pela primeira vez, o cão desmancha e segue no rasto, saio no encalço, de arma cravada nas mãos sinto o coração bater na ponta dos dedos que agarravam o fuste, adrenalina becadera novamente a circular-me no corpo, é por isto que saio de casa, que cuido dos cães todo o ano, é isto que me move na caça, no rasto o cão segue muitos metros até parar novamente, novamente desmancha e segue mais um bom bocado. Não conheço o cão na presença das Galinholas será a primeira época dele comigo, pelo que sou sincero, dada a distância que ele fez o rasto julguei que fosse uma lebre furtada ao cão, paragem em paragem vi o cão novamente parado numas estevas mais altas, de difícil caminhar naqueles terrenos vejo afastado de mim algo que não soube descortinar de imediato, a consciência fez-me pensar que era uma galinhola a fazer um salto de peixe, a razão pois é cedo para Galinholas fez-me pensar que era a cauda do cão que mexeu por entre as estevas, mas a paixão fez-me ir ver, o cão desmancha novamente daquela forma que sabemos que vai sair algo, ouço assim vindo de uns vinte metros ao lado, Jorge olha aí, era o Pedro que tinha levantado com a cadela a Galinhola, que afinal tinha mesmo feito um salto de peixe e tinha ficado na extrema do caminho, direita a mim ele não atirou, era a nossa primeira da época, grande comentámos, pois era nitidamente um pássaro grande, desconfio que possa ser uma das que não abatemos na época passada, que já ali está há uns dias e que domina na perfeição o terreno.