Algo que a muitos de nós nos intriga, como cheiram os cães, como conseguem ter o sentido do olfacto tão apurado???
Aqui fica um pequeno video animado com todas as explicações para esta questão.
Há muito que um cão parar Galinholas não é suficiente para me cativar e muito menos para o considerar um cão completo, não significando com isso que não lhes reconheça qualidades. Um Setter Inglês de Galinholas deve ser completo, deve representar a raça da forma mais digna possível! Um Setter é galope sem movimento de cauda, é carácter com Paixão, é estilo felino natural, é porte de cabeça, é morfologia, é cor dos olhos, é carácter Trialer, é movimento e mecânica, é tudo isto e algo mais! A procura por este tipo de exemplares, fez-me rumar a Itália, e visitar o Verdadeiro Mundo Setter e trazer comigo um exemplar da equipa de competição Del Zagnis, onde há 40 anos se criam Campeões! Optei por importar um exemplar adulto com vários CACIB em provas de beleza, CACIT e outros excelentes resultados em provas trabalho em Itália, Espanha e Sérvia, um exemplar que além da beleza e qualidades, transporta consigo uma carga genética verdadeiramente espectacular! Contamos com este exemplar para melhorar o património genético bem como o nosso trabalho, em Itália "bebemos" muita da sabedoria do Sr. Libero Zagni, que nos abriu a porta de sua casa e partilhou, histórias, ensinamentos e conselhos que serão muito importantes no desenvolver da nossa grande paixão pela raça!
Grazie Molto Sr. Zagni!
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Mais um projeto
concretizado, cerca 2000 km de viagem para cruzar a Elma com o Campeão da Europa de Grande Busca Leioandi Ciro, filho do Dendaberri Jai, Campeão da Europa de Galinholas
e neto do Palaziensis Rambo que dispensa apresentações, o que
se pode pedir mais!?
Para a Elma as Galinholas são uma obrigatoriedade uma imposição recente, algo a que ela se adaptou com muita facilidade e mestria mas, os terrenos planos e as Perdizes Selvagens são talvez a sua verdadeira Paixão, pois desde nova que as vermelhas bravas em Portugal e Espanha foram parte integrante quer do seu crescimento quer da sua especialização como cadela de competição!
Depois soltámos a pequena Gigi, que com 4 meses deu os seus primeiros passos no campo, serão os primeiros de muitos.
O vicio é mais forte, tão forte que, enquanto por cá andarem as nossas amigas de bico longo, o meu despertador biológico dá sinal ao fim de semana e faz-me levantar da cama de madrugada, pegar nos cães e ir ao campo apenas equipado com a máquina fotográfica e desfrutar de belos momentos com os cães!
Galinholas apenas uma, uma das difíceis, das muito difíceis que foi mais forte e não se deixou abater durante a época! Indultei-a uma vez que me saiu aos pés, sem hesitar deixei-a ir da morte certa, pois fui eu que a levantei sem ser parada pelos cães, depois disso, várias vezes os cães a pararam mas, sai-a sempre antes de eu servir o cão, desta vez saiu-me pelas costas bem parada pelo Don, talvez tenha sido a vez que saiu melhor!
O Don foi desta vez o eleito a sair, pois estava na calha ser ele a sair, a primeira não tardou, numa mostra muito longe de mim, quando me acerco do cão, ele estava parado numa espécie de um caminho, a Galinhola saiu larga mas, decidi não atirar, era um tiro arriscado, fiz bem, pois o Don voltou a dar com ela pouco depois, foram mais de 15 minutos de guias interrompidos por paragens, entre estevas e sargaços, sentia que ela poderia sair a qualquer momento, finalmente o Don bloqueia novamente a Galinhola que me sai direita ao Sol, um verdadeiro penalti que eu erro com 2 tiros! Ui que "azia" confesso que fiquei irritado! Aquele trabalho do cão merecia melhor desfecho, mas o Don parece importar-se menos com os meus erros que eu próprio, afinal para ele era a hipótese de ter mais um lance, passado não mais de 2 minutos, o Don volta a parar a Galinhola, saiu-me desembestada, do meio de uns ramos secos e sem eu estar enquadrado, erro-a no primeiro, ela encastela emendo a mão e abato-a ao segundo tiro, cobrada facilmente pelo Don! A coisa ia correndo mal mas, o Don resolveu o meu problema, pôs-me este pássaro por três vezes e duas delas de bandeja, um pássaro novo e muito magro com um bico anormalmente grande.
Uma manhã demasiado quente 16 ºC às 7h da manhã, acompanhada de muita chuva e tempo escuro, apenas a Elma a dar-me um raio de Sol numa jornada tão cinzenta, com um lance inesquecível e interminável com uma Galinhola que mais parecia amarrada ao chão e que não queria sair nem à força!
A viagem é solitária e longa,
longa o bastante para pensar em todos os vales e crenças que quero ver,
delinear a jornada, pensar nas que lá deixei, estarão lá, sairá aquela para o
mesmo lado, desta vez vou tentar entrar por baixo, dá tempo para muitos
pensamentos, como escolher qual o cão que sairá primeiro, não os escolho ao
acaso, escolho pelo terreno, pela forma física, pelo cansaço que apresentam,
mas nunca ao acaso!
A tradição ainda é o que era, uma vez mais e como manda a tradição cacei nos dois dias de Natal, 24 véspera e 25 dia de Natal! Para mim caçar no dia de Natal tem algo de mágico, apesar de ser uma jornada curta no dia 25 devido ao tradicional Almoço de Família, nada me dá mais prazer que, chegar a casa com uma Galinhola abatida nesse dia, são coisas antigas, que o passar dos anos reforça a importância e, que acima de tudo tento manter como algo de bom e de valor, afinal o valor das coisas não está só naquelas prendas na noite de 24, está acima de tudo nas tradições e nos momentos que damos real valor!