segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Uma manhã entre Amigos.

Mais uma jornada de Galinholas que me deixou com a noite mal dormida, terrenos novos, novos sonhos, ainda têm este efeito sobre mim! Enquanto assim for sairei de casa para o campo com alegria e paixão da primeira vez!
A noite acordava fria com temperaturas negativas, a lua redonda e gigante iluminava-me o caminho parecendo que me seguiu toda a viagem, na cabeça sobrevoavam sonhos e expectativas, aquelas expectativas de quem pela primeira vez pisa novos terrenos de Galinholas, o encontro era com um Amigo que fazia muitos Km para se apresentar comigo neste terreno de novos sonhos, 10 para as 7h lá estávamos no local marcado, unidos por uma mesma Paixão, as Galinholas.
Começámos a caçar numa zona com muito bom aspecto, batendo um terreno direito comporto de sargaço, sobreiros e estevas com um ou outro pinheirinho e aqui e ali um medronheiro que, com os seus frutos vermelhos e amarelos mais parecia uma árvore de natal compostamente enfeitada! Foi num desses medronheiros enfeitados que se apresenta o primeiro pássaro, parado pelo Don num segundo levante, um pássaro que se soube proteger por dois chaparros nos meus dois tiros.
Na segunda volta o Veron, agora propriedade do Ricardo, para uma Galinhola a não mais de 20 metros do carro, ainda nós nos estávamos a preparar, o Ricardo ainda serviu o Veron mas, o pássaro sai direita ao sol e é bem errada.
Eu saia agora com a shiva, senti-a logo cansada, conheço muito bem os meus cães, a cadela tinha feito uma jornada muito dura 2 dias antes e ainda não tinha recuperado convenientemente, saí apenas uns 20 minutos, o suficiente para me inventar um pássaro num momento lindíssimo, e um cobro grandioso!
O Ricardo conseguia errar mais uma e cobrar uma outra, eu vi mais duas e uma delas parada pelo Don mas que eu não acreditei e mandei o cão desarmar pois tinha visto um passarinho levantar do local mas, o nariz é do cão, a Galinhola saia e eu nem acreditava, quase que via nos olhos incrédulos do Don a sua raiva por eu não lhe ter dado razão.
Em suma foi uma jornada farta em lances pobre em abates, mas assim se fazem as épocas de quem caça emoções!



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Uma a Uma...


Lembro-me ainda muito criança de ir com a minha avó logo muito cedo ainda no lusco fusco para a porta do supermercado, era o tal que vinha da Noruega, o Bacalhau, que prendia toda aquela gente que impacientemente esperava de pé a abertura do supermercado esperando o seu quinhão, eram anos de escassez que faziam com que os portugueses ficassem horas a fio plantados de pé aguardando que assim que chegasse a sua vez ainda houvesse um velho amigo para levar para casa, não haviam outros peixes? Haver, havia mas não era a mesma coisa! 
Esta época de Galinholas está a fazer-me lembrar esses tempos, levanta-mo-nos cedo, fazemos Km sem fim para estar cedo no campo para procurar um pássaro que nesta época pouco se vê, não haverá outras espécies que permitam mais lances, mais tiros? haver até há, mas não é a mesma coisa!
Pois bem esta época de poucos pássaros vais separar os verdadeiros amantes das Galinholas daqueles que apenas as vêm como uma qualquer espécie! Será uma época de se fazerem jornadas pássaro a pássaro e quem tem bons cães terá obviamente outros resultados!
Segunda jornada com Galinholas segunda jornada com abates, a Shiva a inventar esta época vários lances com Perdizes Bravas e intercalando com um ou outro pássaro andarilho e de bico comprido, e a Elma com a sua primeira Galinhola, o Don ainda sem se estrear, já com pássaros parados mas infelizmente errados por mim.



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Primeiro Levante.


A época já começou, no entanto a escasses de Galinholas é notória e tema de conversa nos meios sociais, esta época e até agora não é tanto as fotos ou filmes que se comentam mas sim quem teve já a fortuna de ver ou abater uma Galinhola. Podem até entrar entretanto pela entrada da Conceição mas, é para já um mau augúrio!
A passada época por esta altura ia já bem adiantado, com muito lances e abates, é certo que a época passada foi magnifica, o Vento Leste que soprou a meio de Novembro trazendo uma onda de frio que assolou a Europa, troce também uma grande vaga migratória que chegou em força de forma precoce. Está época será diferente, os pássaros são escassos, os locais de crença ou estão alagados ou com demasiada era verde fruto de muita chuva e temperaturas amenas, sendo que as Galinholas seguramente esta época vão dispersar-se por zonas de menos verde, os Eucaliptais este ano seguramente vão albergar grande parte do efectivo! No entanto nada está perdido mas, dei comigo a ver a que dias abati a primeira Galinhola em épocas transactas, de dia 16 de Novembro a 4 de Dezembro foram caindo as primeiras, varia muito, dita a meteorologia, dita o Vento! Serão determinantes os próximos dias, pode até ser que entrem em quantidade que permita ser uma época dita normal!
Hoje dia 27 vi a primeira Galinhola, um pássaro que estava num local bonito mas não uma zona de crença das entradas, um pássaro que eu tinha a convicção que lá estaria tendo em conta as condições do terreno, a Shiva parou-a a mais de 30 metros e ainda assim a Galinhola levantou completamente silenciosa deixando apenas que a vislumbra-se apenas num frame, a Shiva ainda deu com ela mais 3 vezes mas, o pássaro andava de levante e não mais tive o prazer de lhe por a vista em cima.
Fica um grande lance de Perdizes verdadeiramente selvagens, ao qual não dei o melhor desfecho, foi pena, pois perdizes bravas e beepers não são compatíveis e momentos destes, com a Perdiz a sair tão perto e tão bem são raros num cão que caça de chocalho ou beeper, já que o barulho alerta as Perdizes e levantam ou mal o beeper toca ou, antes do caçador se chegar!
Esperemos agora que esta chuva se vá e que os bons ventos tragam as nossas Belas Damas! 


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Treinos de pré-época.

Abdicar da caça às Perdizes em detrimento da boa forma dos cães nas Galinholas é algo que há muito me habituei a fazer, ano após ano tenho perdido o interesse pelas Perdizes, não que ache esta tão nobre espécie pouco desportiva ou  a sua caça pouco emotiva, muito pelo contrário! Sendo que para mim as Galinholas são a minha paixão prefiro ter os cães bem trabalhados e em forma para a época de Galinholas. Por norma todos os anos tenho um novo cão que necessita da minha atenção e de treinos específicos, desta vez é a Elma, tem requerido muito do meu tempo para chegar ao nível esperado, as Perdizes bravas têm sido uma constante na pré-época com treinos sem abate, também os pombos mansos são uma grande ajuda no trabalho desenvolvido, aqui fica um pequeno momento da Elma em treino.
 
 

domingo, 12 de outubro de 2014

Beeper, porquê e para quê?

Antes de mais vamos dar a conhecer este equipamento, o que é e para que serve, prós e contras e como utilizar e qual comprar.
  
Há muito que o caçador viu na caça à Galinhola a necessidade de sinalizar o cão, sendo que esta ave habita zonas de mato muito fechado cedo o caçador dotou o seu companheiro canino de algo que o sinaliza-se enquanto se movia em terrenos de fraca visibilidade, assim os cães de Galinholas começaram a caçar de chocalho ao pescoço, desta forma o cão ao movimentar-se fazia com que o chocalho cintilasse, tendo assim o caçador sempre a noção mais ou menos exata de onde o cão se encontrava, digo noção mais ou menos exata porque na realidade e nos cães com mais andamento nunca sabemos exatamente onde este se encontra, num momento ouvimos o chocalho à direita e de repente vimos o cão já a passar à esquerda, acontece com cães de grande andamento, aquilo que se pretende num cão de Galinholas! Mas o chocalho não resolve o problema maior, encontrar o cão quando este está em mostra, o chocalho cala-se, temos então de encontrar o cão, uma vezes é fácil outras é uma tarefa muito complicada e quando o encontramos a Galinhola já saiu, foi este problema que deu origem a um equipamento eletrónico que considero muito útil e fundamental para o sucesso nesta disciplina!
Para que serve então o Beeper.
O Beeper é um equipamento eletrónico que permite o caçador encontrar rapidamente o cão em zonas fechadas quando este entra em mostra, não é um substituto do chocalho mas sim um complemento.

Como funciona?
Um Beeper funciona de forma simples, sendo esta primeira forma a mais útil e aquela para que fora desenvolvido, tocar de forma continua (beep, beep, beep…) apenas quando o cão para. Consoante a marca e o modelo um Beeper toca (entre 4 a 15 segundos) após o cão estar parado ou, nos melhores modelos quando o cão está em guia lenta quando tem a caça pela frente em movimento.
A segunda funcionalidade é a do Beeper tocar mesmo quando o cão se movimenta fazendo o efeito de um chocalho de forma a sabermos o paradeiro do nosso Cão, tocando entre 5 seg a 1 min, passando a modo continuo quando o cão entra em mostra, eliminando assim a necessidade do chocalho, esta funcionalidade é a ideal para cães de grande amplitude de busca, já que o som do Beeper é bastante mais audível que um chocalho, e não toca de forma continua como o chocalho!
Contras.
Não sei se será um contra, mas um Beeper é apenas útil nas Galinholas, faisões e pouco mais, pois foi para isso que foi desenvolvido, isto porque, por exemplo caçar às Perdizes Bravas de Beeper é algo que não funciona, as perdizes levantam assim que o beeper toca e não dão por norma a paragem de uma Galinhola, não havendo na maioria dos lances tempo de servir o cão e atirar, claro que existem exceções, mas não é a regra.  
Qual escolher?
No mercado existe um infindável número de Beppers disponíveis, os tradicionais, com e sem comando, com pilhas ou carregador, mais ou menos sensíveis, mais ou menos fiáveis, mais ou menos caros.

Da experiência que tenho de vários anos a caçar às Galinholas sempre com beeper e através de vários modelos e marcas que já utilizei vou dar então a minha opinião.
Não sou a favor nem contra os Beepers que emitam o som do Falcão, dizem os fabricantes que faz com que as Galinholas se seguram mais ao terreno facilitando o lance, mas esse é um trabalho do Cão e não do Beeper, por isso não tenho grande apreço por estes modelos!


Existem modelos com comando à distância, permitindo mudar o modo, o som, com colar eléctrico incluído etc, para mim quanto mais simples melhor!

Dos muitos que experimentei rendi-me àquele que a meu ver é o 
melhor, Beretti Scolopax 4.0, no modelo mais simples sem comando, pela sua fiabilidade e simplicidade, até mesmo pelo preço, dá para vários cães pois tem múltiplos sons, tem função de chocalho/beeper ou só beeper mais e menos sensível, com o regulador da intensidade do som, e acima de tudo a função que mais me agradou, exclusiva da marca e única no mercado, o som de um chocalho que programei para a função de busca, assim o cão quando anda a caçar toca o som de um chocalho a cada 10 segundos, e um som distinto o tradicional Beep Beep, quando em mostra (também tem o som do falcão para quem gosta). É robusto, estanque e muito fiável, não se calando quando um cão guia a caça, algo importantíssimo! Utiliza pilhas (3) de 1.5V que podemos mudar em qualquer altura, não havendo o problema de nos esquecermos de carregar em casa e o equipamento se calar a meio de uma jornada. 
Mas isto das preferências é como tudo, cada um com as suas, daí o mercado ter dezenas de opções cabendo a cada caçador utilizar aquele que melhor cumpre as suas necessidades, mas tendo como base 20 anos de experiência e muitos modelos testados, este é o escolhido.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Primeiro abate e cobro do Jeep.

Aqui ficam as imagens do primeiro abate ao Jeep e o seu primeiro alegre cobro, é com muita alegria que vemos a evolução deste magnífico cachorro, que demonstra desde muito cedo um imensurável caracter e paixão.


sábado, 27 de setembro de 2014

Jeep da Pedra Mua

Criar cães não é uma ciência exacta, mas há algo incontornável, a genética, este maravilhoso factor dita muito no que toca a bem criar, como se diz, sem ovos não há omeletes, nos cães é igual, sem bons progenitores não há bons cães.
São momentos como o do próximo vídeo, que nos levam a acreditar no trabalho desenvolvido, que nos levam a acreditar nas escolhas feitas e nos exemplares que temos como reprodutores, criar é muito mais que juntar 2 cães, é algo que deve ser ponderado, o nosso trabalho está a dar os frutos esperados e este vídeo partilhado por um Amigo é imagem disso mesmo, aqui poderemos ver a qualidade de um jovem cachorro de apenas 5 meses, que demonstra precocemente toda a sua paixão, caracter e estilo típicos da raça, em codornizes bravas nos Açores.
Agradecemos a todos os que acreditam e confiam no nosso trabalho, prometemos não nos desviarmos desta linha de pensamento e continuar a criar com Paixão e Dedicação, pensando na qualidade e não na quantidade.
 

sábado, 20 de setembro de 2014

Judas Da Pedra Mua

É desta forma que a esperança começa a tornar-se realidade, este é o Judas da Pedra Mua, filho do Don da sua ultima ninhada, com agora 5 meses começa a mostrar aquilo que tem dentro, um cachorro excelente morfológicamente, de grande carater e com muita paixão e estilo muito felino. É com grande prazer que vejo estas imagens e mais ainda sabendo que é propriedade de um Grande Amigo, Josué Vilas Boas, será seguramente mais um becadero que irá dar que falar!
 
 
 
 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Nova fornada de becaderos.

Como é habitual, começam a chegar as primeiras fotos e vídeos dos cachorros da ultima ninhada, os seus donos fazem gosto em nos brindar com mensagens, fotos, vídeos e telefonemas de agradecimento, são estas pequenas atitudes a que damos real valor que nos dão alento para continuar a criar com paixão e qualidade sem pensarmos na quantidade, obrigado a todos os proprietários de cães da Pedra Mua pela confiança depositada no nosso trabalho.
 

 Judas da Pedra Mua 4 meses (Vila do Conde)

 
Jeep da Pedra Mua com codorniz selvagem aos 4 meses (Açores)

 
Jawa da Pedra Mua a 1 dia de fazer 4 meses (Torres Vedras)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Novo Apoio ao Canil da Pedra Mua

Há muitos anos que utilizo os cartuchos Trust Especial Becada, e nada melhor que ter o apoio da marca que mais gostamos e gastamos, pois é assim agora com a Trust que decidiu apostar em mim e na imagem do Canil da Pedra Mua e da grande dispersão que temos através do meios online, seja no Blog, seja no Facebook ou através dos nossos filmes do canal Youtube, visualizados um pouco por todo o Mundo. 
 
Esta é uma parceria que me dá particularmente muito gosto, é uma marca que represento com a convicção e a certeza da qualidade dos seus produtos, pois são cartuchos de elevada qualidade e construídos tendo em conta as várias especificações e utilização pretendidas. Nas várias gamas da marca destaco aquele que mais utilizo, o Trust Especial Becada (Semi Magnum 40g) Fieltro, é talvez o cartucho de Galinholas mais utilizado em Espanha, e cada vez mais no nosso país, a meu entender é o tiro para a Galinhola mais equilibrado do mercado, um tiro suave tendo em conta as suas cargas, um cartucho que abre muito rapidamente devido à forma como foi desenvolvido e à sua bucha de feltro, permitindo o abate em condições adversas de visibilidade e tempo de disparo muito reduzido tão característicos nesta espécie, assim como a possibilidades de abates a distancias mais longas sempre sem danificar as peças abatidas.
 
Calibre:12
Longitud Vaina (mm): 70
Longitud Culote (mm): 22
Carga: 40g
Munición: 9, 10, 11      
Bucha: Feltro
Velocidad (m/s): 400
Unidades: 25/250
Especies: Becada Galinhola

http://www.cartuchostrust.com/es